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(Status de um contato assistencial)
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== O que é ==
 
== O que é ==
O Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde, ou CMD, é o documento público que coleta os dados de '''todos os estabelecimentos de saúde do país''' em cada contato assistencial. Trata-se de uma estratégia assumida pelos gestores do sistema nacional de saúde das três esferas de gestão para redução da fragmentação dos sistemas de informação que possuem dados de caráter clínico-administrativo da atenção à saúde.
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=== CMD ===
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O Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde (CMD) é o documento público que coleta os dados dos atendimentos em saúde realizados em qualquer estabelecimento de saúde do país, público ou privado, em cada contato assistencial. Trata-se de uma estratégia assumida pelos gestores do Sistema Nacional de Saúde das três esferas de gestão para redução da fragmentação dos sistemas de informação que possuem dados de caráter clínico-administrativo da atenção à saúde. Foi instituído pelo [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Dsn/Dsn14501.htm Decreto de 29 de novembro de 2017] (alterado pelo [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Decreto/D9775.htm Decreto nº 9.775, de 30 de abril de 2019)] e pela [http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=29&data=09/09/2016 Resolução CIT nº 6, de 25 de agosto de 2016].
  
O CMD substitui os principais sistemas de informação da atenção à saúde do país, como o [http://sia.datasus.gov.br Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA)], o [http://sihd.datasus.gov.br Sistema de Informações Hospitalares (SIH)] e a [http://ciha.datasus.gov.br Comunicação de Informações Hospitalares e Ambulatoriais (CIHA)], bem como todos os seus subsistemas de coleta e apoio. Será de adoção obrigatória em todo o sistema de saúde do País, abrangendo as pessoas físicas ou jurídicas que realizem atenção à saúde nas esferas pública, suplementar e privada.
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O CMD substitui os principais sistemas de informação da atenção à saúde do país: [http://sia.datasus.gov.br Sistema de Informações Ambulatoriais(SIA)], [http://sihd.datasus.gov.br Sistema de Informação Hospitalar (SIH)] e [http://ciha.datasus.gov.br Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA)], bem como seus subsistemas de coleta e apoio. Será de adoção obrigatória em todo o sistema nacional de saúde, abrangendo pessoas físicas e jurídicas que realizam atenção à saúde nas esferas pública ou privada, integrantes ou não do SUS.
  
O CMD foi instituído pela [http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=29&data=09/09/2016 Resolução da  Comissão Intergestores Tripartite (CIT) nº 6 de 25 de Agosto de 2016].
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=== Contato Assistencial ===
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A unidade de registro do CMD é o contato assistencial, definido como o atendimento ininterrupto dispensado a um indivíduo em uma mesma modalidade assistencial e em um mesmo estabelecimento de saúde.  
  
Conheça o [[Modelo de Informação]] do CMD.
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=== Modelo de Informação ===
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Conheça o [[Modelo de Informação]] do CMD para registro de um contato assistencial.
  
 
== Finalidades ==
 
== Finalidades ==
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== História ==
 
== História ==
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O primeiro conjunto padronizado de informações assistenciais adotado em nível nacional surgiu na década de 70 nos EUA. O ''Uniform Hospital Discharge Data Set (UHDDS)'' é um conjunto mínimo de dados de alta hospitalar estabelecido pelo ''National Committee on Vital and Health Statistics'' em 1972 contendo 14 variáveis de natureza administrativa e clínica que eram geradas a partir dos dados do prontuário dos pacientes, ao final de cada hospitalização.
  
===No Mundo===
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Dois anos depois este comitê estabeleceu também o ''Ambulatory Medical Care Records: Uniform Minimum Basic Data Set'', um conjunto mínimo de dados do contato ambulatorial contendo 8 variáveis.
  
O primeiro conjunto padronizado de informações assistenciais adotado em nível nacional surgiu na década de 70 nos EUA. O ''Uniform Hospital Discharge Data Set (UHDDS)'' é um conjunto mínimo de dados de alta hospitalar estabelecido pelo ''National Committee on Vital and Health Statistics'' em 1972 contendo 14 variáveis de natureza administrativa e clínica que deviam ser geradas a partir dos dados do prontuários os pacientes, ao final de cada hospitalização, visando fornecer informações para (1) a revisão periódica dos padrões de gestão dos pacientes, (2) a eficiência econômica da gestão hospitalar (3) o relacionamento dos custos das internações aos diagnósticos dos pacientes, (4) os órgãos governamentais de planejamento de saúde, (5) o fornecimento de dados para os serviços de saúde e serviços de investigação epidemiológica e (6) um formulário de requerimento padrão para todas as operadoras de plano de saúde e para a seguridade social . Segundo France  esta era uma ideia defendida por Florence Nightingale para utilização nos hospitais em Londres, há mais de um século antes.
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A partir dos anos 80 a Europa, com fundamento no trabalho do médico belga Francis Roger France, iniciou um trabalho de implementação nos países do ''Minimum Basic Data Set (MBDS)''.
  
Dois anos depois o ''National Committee on Vital and Health Statistics'' estabelece também o ''Ambulatory Medical Care Records: Uniform Minimum Basic Data Set'',  um conjunto mínimo de dados do contato ambulatorial contendo 8 variáveis que visavam fornecer informações para (1) auxiliar o médico no cuidado de seus pacientes, (2) os médicos compreenderem melhor a história natural dos problemas de saúde, queixas e doenças, (3) auxiliar na alocação de pessoal sanitário e outros recursos nos serviços de saúde, (4) apoiar as agencias governamentais na formulação de planos e políticas para melhorar os serviços de saúde, (5) auxiliar operadoras de plano de saúde e seguridade social no faturamento dos serviços e pagamentos de programas federais e (6) fornecer informações para epidemiologistas e outros serviços de investigação sanitária.
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: ''Conheça mais sobre a [[História do CMD#No mundo|história do CMD no mundo...]]''
  
Nesta mesma época, o médico belga Francis Roger France estava realizando estudos de pós-graduação no Departamento de Ciências da Computação em Saúde da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, além de também estar cursando Medicina Interna na Clínica Mayo. Acompanhou, neste período, os estudos realizados pelo ''National Committee on Vital and Health Statistics'', com particular interesse pelos conjuntos mínimos de dados que estavam sendo instituídos nos EUA. Retornando à Bélgica, em 1974, France foi nomeado pelo Ministro de Política Cientifica para representar a Bélgica no ''Biomedical Information Working Group (BMWG)'' do ''Committee for Information and Documentation in Science and Technology (CIDST)'' da Comissão Europeia. Um dos principais projetos deste grupo era o Registro Eletrônico Médico europeu, mas nos próximos dois anos o objetivo de France no grupo foi colocar o ''Minimum Basic Data Set (MBDS)'' na agenda do ''BMWG'', o que veio a acontecer somente em 1976.
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No Brasil, os conjuntos de dados da atenção à saúde, equivalentes aos conjuntos mínimos de dados existentes no mundo, são datados da década de 80 e eram gerados a partir dos extintos Sistema de Assistência Médico-Hospitalar da Previdência Social (SAMHPS) e do Boletim de Serviços Produzidos (BSP)/Guias de Autorização de Pagamento (GAP). Na década de 90 foram implantados dois grandes sistemas: o [http://sia.datasus.gov.br Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA)] e o [http://sihd.datasus.gov.br Sistema de Informações Hospitalares (SIH)], os quais ainda são utilizados como fontes de dados da atenção à saúde.
  
Entre 1976 e 1980 foi aplicado um questionário elaborado por France em quinze países europeus para avaliar a proposta de MBDS e as variáveis que seriam necessárias. Isto exigiu uma serie de reuniões nestes países com as autoridades dos hospitais e dos ministérios de saúde para discutir as respostas e chegar a um acordo sobre os objetivos e conteúdo do MBDS. Em 1981, os resultados destes quatro anos de trabalho do BMWG, foram publicados no relatório da Comissão Europeia ''The minimum basic data set for hospital statistics in the EEC: Review of availability and comparability''  que serviu de documento de base para a implantação do MBDS em diversos países dos anos seguintes.
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Entretanto, todos estes sistemas possuíam um foco muito específico, o faturamento dos serviços, diferente da proposta dos demais conjuntos mínimos de dados no mundo, cujo foco era gerar informações para entendimento do sistema de saúde, planejamento, gestão, etc.
  
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Em 2015, motivados pela necessidade de uma reestruturação no modelo de informação dos atendimentos realizados no país, iniciaram-se discussões sobre o Conjunto Mínimo de Dados (CMD) para o Brasil, desejo comum entre o [http://portalsaude.saude.gov.br Ministério da Saúde], as Secretarias Municipais de Saúde, representadas pelo [http://www.conasems.org.br Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS)], e as Secretarias de Estado da Saúde, representadas pelo [http://www.conass.org.br Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS)].
  
Nesta primeira versão do MBDS europeu foram incluídas treze (13) variáveis que deveriam ser coletas do sumário de alta hospitalar em uma abordagem bottom up na qual bases de dados maiores, com registro médicos mais extensos desenvolvidos no nível local, seriam a fonte para gerar um MBDS que permitisse estudos comparativos entre instituições hospitalares de diferentes países. O MBDS foi definido como o núcleo de informações do paciente com o conjunto de itens disponíveis mais comuns e com a maior quantidade de utilizações.
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: ''Conheça mais sobre a [[História do CMD#No Brasil|história do CMD no Brasil...]]''
Sobre a adoção do ''MBDS'' pelos países europeus, France se torna assessor de diversos governos com objetivo de difundir e implementar o modelo, deixando registros de que nos próximos anos (1) Portugal adota para possibilitar a utilização dos [https://en.wikipedia.org/wiki/Diagnosis-related_group Diagnosis-Related Group (DRG)], (2) França adota, (3) Bélgica adota para alterar o sistema de financiamento hospitalar, (4)  Itália e Espanha adotam gradualmente, com variações regionais, (5) Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Suécia e Holanda modificam suas estatísticas hospitalares para aderir ao modelo, (6) Luxemburgo e Alemanha adotam com um relativo atraso e (7) Grécia reluta nos primeiros anos para adoção.
 
  
Em 1992 a cobertura de hospitais dos países da Comunidade Europeia que geravam MBDS a partir de seus registros médicos era: Bélgica -90%, Dinamarca -100%, França - 30%, Alemanha – sem informação, Grécia - sem informação, Irlanda – entre 90% e 100%, Itália – 20%, Luxemburgo – não iniciado, Holanda – 100%, Espanha – 25%, Reino Unido – 90% (100% dos públicos)7.
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==Como funciona==
Nos próximos anos esta adoção se incrementou na Comunidade Europeia, além de se difundir para outros continentes. Além disto cresceram as extensões dos MBDS como uma necessidade de se ter detalhes sobre as internações, principalmente as relacionadas aos cuidados intensivos e gravidade dos casos clínicos. Segundo France7, os MBDS não devem ser estáticos, entretanto a maioria dos países são muito cuidadosos nesta área, pois temem que as extensões excessivas possam reduzir significativamente a precisão dos dados, adicionarem custos na sua produção e gerarem confusão sobre o conceito ''MBDS''.
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===Coleta dos contatos assistenciais===
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O contato assistencial pode ser coletado de duas formas:
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* Sistemas próprios; ou
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* CMD-Coleta, aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde.
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O CMD tem a premissa de não obrigar o uso de um sistema de informação disponibilizado pelo Ministério da Saúde para a coleta e envio dos dados. Assim, embora o Ministério da Saúde disponibilizará o [[CMD Coleta de Dados Simplificada|Aplicativo de Coleta Simplificada]], o estabelecimento de saúde pode utilizar seu próprio sistema integrado  ao Webservice  da  Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS),   no modelo  Informacional  do CMD ou Registro do Atendimento Clinico -RAC (https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/mvOq2Eteys).
  
===No Brasil===
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O estabelecimento que optar por utilizar sistema próprio, para coleta e envio dos contatos assistenciais ao CMD, deve adequá-lo para que gere um contato assistencial de acordo com o modelo de informação único do CMD ou RAC.
  
Na mesma época em que os ''MBDS'' estavam sendo instituídos e se difundindo no mundo, no Brasil as soluções criadas ao longo dos últimos 40 anos foram muito diferentes desta proposta. Isto se deve em parte pela característica do [https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_%C3%9Anico_de_Sa%C3%BAde sistema de saúde brasileiro] na época, no qual a assistência médico-sanitária era realizada pelo [https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_do_Seguro_Social Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS)]. Deste modo, os sistemas de informação construídos na época tinham como
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Ademais, é importante manter as tabelas atualizadas no sistema de origem e utilizar o Cartão Nacional de Saúde (CNS)  como identificador do usuário. Para isso, recomendamos que também integre seu sistema próprio aos webservices do CNS https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/tgKoKpju8s e do SIGTAP/RTS https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/mFFdNHJD57.  
objetivo operacionalizar os pagamentos aos prestadores de serviços que atendiam ao INAMPS.
 
Mesmo que os sistemas SIA e SIH tenham sido instituídos em 1990, época que o Sistema Único de Saúde (SUS) estava sendo estruturado, eles trouxeram muitas características de seus antecessores, centrados em faturas de pagamento e produtividade dos serviços: o Sistema de Assistência Médico-Hospitalar da Previdência Social (SAMHPS) e o Boletim de Serviços Produzidos (BSP)/ Guias de Autorização de Pagamento (GAP).
 
  
Em um contexto de crescente fragmentação dos sistemas de informação e suas bases de dados, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC/SAS/MS), iniciou uma série de discussões internas com o objetivo de reformular este ambiente informacional dos sistemas SIA, SIH e CIHA atualmente sob sua gestão.  
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==== Acesso ao  CMD Coleta ====
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O Acesso ao  CMD  Coleta  é intermediado pelo  Sistema de Cadastro de Permissão e Acesso -SCPA.
  
Estas discussões se intensificaram após a realização de uma missão de estudos à Catalunha em novembro de 2013, parte do “Projeto de apoio à qualificação da gestão para o desenvolvimento do processo de contratualização com foco nos resultados sanitários do SUS”, na qual um grupo de técnicos e gestores do DRAC integraram esta missão realizando uma série de visitas em instituições sanitárias da Comunidade Autônoma da Catalunha (Espanha) visando conhecer processos de gestão análogos ou de interesse ao departamento, dentre os quais foi abordada a utilização de um conjunto mínimo básico de dados (CMBD) para subsidiar um financiamento prospectivo baseado em grupos de diagnósticos relacionados (GDR) e avaliação da saúde da população.
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Acesse  as orientações para Cadastro e solicitação do perfil no Manual Operacional  do CMD.
  
Desde então a Coordenação-Geral de Sistemas de Informação (CGSI) aprofundou os estudos sobre o CMBD, versão espanhola do MBDS adotada pelo país em 1992, e outros estudos prospectivos sobre a produção de informações assistenciais e os conjuntos de informação utilizados no contexto internacional que fossem análogos aos objetivos da instituição, de qualificação das informações clínicas e administrativas dos atendimentos assistenciais realizados em território nacional.
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==== Manual de Integração ao Webservice  da  RNDS ====
Desde o início dos estudos, o projeto começou a ser chamado informalmente de Conjunto Mínimo de Dados (CMD) sendo rebatizado para Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde em 2015, mas mantendo a sigla CMD pois já havia sido amplamente difundida no Ministério da Saúde.  
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A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), instituída pela Portaria GM/MS nº 1.434/2020, é a plataforma do Ministério da Saúde que viabiliza a interoperabilidade em saúde, ou seja, a troca de informação entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, promovendo maior qualidade no diagnóstico e na continuidade do cuidado aos cidadãos, sejam eles atendidos no setor público ou privado.
  
A primeira etapa do estudo foi mapear se a noção de CMBD adotada na Espanha era utilizada em outros países, ou se este fora criado de forma isolada, ou se havia alguma origem comum. O resultado do estudo elucidou que a proposta teve origem nos EUA através do UHDDS sendo transposta para a Comunidade Europeia alguns anos depois sob a denominação de MBDS. 
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O Web Service da RNDS foi desenvolvido para permitir que estabelecimentos de saúde públicos ou privados compartilhem os Registros de Atendimento.  
Posteriormente selecionou-se aleatoriamente alguns países que utilizavam os MBDS para estudar os conjuntos de dados atualmente em funcionamento. Foram selecionados o Canadá, Espanha, Portugal, Nova Zelândia, Austrália e Reino Unido. A primeira constatação é que estes conjuntos de dados se especializaram de forma muito variável em cada país, focados em algum processo sanitário especifico ou modalidade de atenção.  O Canadá possui cinco MBDS na área hospitalar, dois para a atenção comunitária e sete no ambulatorial especializado . No Reino Unido foram encontrados nove na área hospitalar, dois na ambulatorial, um para emergências, e outros para admissão eletiva nos serviços . A Nova Zelândia  e Austrália  seguem a mesma tendência. Em compensação na Espanha  e Portugal  o CMBD é único em muito conciso, sendo relacionados frequentemente com os estudos de Grupo de Diagnóstico Relacionados (GDR). Na Espanha existiam CMBD específicos para algumas modalidades assistenciais, tais como atenção hospitalar, urgências, serviços sócio-sanitários e outros, mas estes foram unificados em 2015, sob o título de CMBD-RAE (Registro da Atividade da Atenção Sanitária Especializada).
 
  
Considera-se que a existência de múltiplos MBDS em alguns países não represente uma fragmentação dos registros sanitários, muito pelo contrário. Esta multiplicidade de MBDS parece estar associada ao nível de maturidade de seus registros médicos, que além de conterem dados administrativos, passam a incorporar uma série de dados clínicos detalhados sobre o processo de cuidado possibilitando a conformação de Registros Eletrônicos de Saúde e este posteriormente deriva conjuntos de dados secundários mais simples para facilitar o processo analítico das informações. Alguns dos países que implantaram os MBDS há mais de duas décadas, hoje estão focados na padronização dos modelos de informação clínicos e mais extensivos. Esta hipótese se confirma quando verificamos que os países que possuem MBDS mais concisos, tais como Espanha e Portugal, não implantaram um RES nacional, e, portanto, os MBDS são produzidos diretamente pelas instituições de saúde de forma primária.  
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Acesse no link: https://servicos-datasus.saude.gov.br/ , o Portal de serviços do  Departamento de Informática em  Saúde  -DATASUS, que disponibiliza o Manual de Integração ao Webservice da RNDS.
  
No Brasil o CMD não pode ser gerado a partir de outro conjunto de informações nacional mais extensivo pela inexistência de um RES ou de modelos de informação clínicos instituídos no pais. Portanto a proposta levou em consideração que as informações serão geradas por meio dos prontuários eletrônicos do paciente (PEP) existentes em algumas instituições de saúde, ou por algum outro aplicativo de coleta dos atendimentos assistenciais mais simplificada.
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==== Quando gerar um novo contato? ====
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De acordo com o [[Página_principal#Contato_Assistencial|conceito de contato assistencial]], deve ser gerado um novo contato sempre que alguma de suas condições essenciais for modificada, ou seja, sempre que mudar o indivíduo atendido, a modalidade assistencial, o estabelecimento de saúde ou se o contato for interrompido 
  
Para definir a primeira versão do conjunto de variáveis que deveriam compor o CMD foram considerados três fatores. Em primeiro lugar a definição de Contato Assistencial, que condiciona a unidade de registro e consequentemente o seu conteúdo, pressupondo uma capacidade de identificar univocamente os indivíduos e os estabelecimentos de saúde, ter uma classificação de modalidade assistencial e ser capaz de registrar a temporalidade. Em segundo lugar, levou-se em consideração os MBDS de outros países, principalmente de Portugal e Espanha por serem os mais concisos e seguirem a mesma lógica de geração primária pelas instituições de saúde. E em terceiro lugar, os conjuntos de dados operados no escopo do SIH, SIA e CIHA por serem informações que produzimos historicamente no país e muitas delas amplamente utilizadas para a execução de diversos estudos. É importante destacar que, quando confrontamos as informações de alguns conjuntos de informação utilizados atualmente no Brasil com os MBDS de outros países, verifica-se a existência de um núcleo de variáveis básicas em comum, resultando no aproveitamento e ajuste e muitas já utilizadas no país.  
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Por exemplo, para um indivíduo que deu entrada em um hospital por meio da modalidade assistencial “Atenção à Urgência e Emergência”, é gerado um contato assistencial para esse atendimento. Se esse indivíduo precisar ser internado para realização de uma cirurgia, por exemplo, deverá ser encerrado o contato assistencial anterior e gerado um novo contato assistencial agora na modalidade “Atenção Hospitalar”.  
  
Após a definição de uma primeira versão do CMD foram realizados dois eventos pelo Ministério da Saúde, no final de 2015, para apresentar a proposta com a primeira versão do modelo de informação.
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===Envio dos contatos assistenciais===
Em agosto de 2015 realizou-se a Oficina de Regulação, Controle e Avaliação do DRAC em Brasília/DF com a participação de todos os gestores estaduais, representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e diversos departamentos da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS). O objetivo da oficina foi de apresentar os estudos preliminares para serem debatidos em um ambiente tripartite e verificar os pontos de concordância e discordância entre os entes. Nesta mesma apresentação foi lançada uma consulta pública para avaliação detalhada da proposta.
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Todo o envio de dados ao CMD é feito por meio do ''webservice da RNDS,''  cujo funcionamento está descrito  em ''webservice da RNDS.''
  
No final de outubro de 2015 realizou-se o I Encontro Nacional sobre o Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde (CMD). Este foi um evento de dois dias organizado pelo DRAC no qual participaram representantes indicados pelo CONASS, CONASEMS, Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) além de diversos departamentos do Ministério da Saúde. O objetivo deste encontro foi ampliar a divulgação da proposta do CMD, apresentar os ajustes efetuados no modelo de informação após diversas sugestões da oficina do DRAC e na pesquisa pública, apresentar o primeiro esboço do modelo informacional e modelo de processos, bem como trazer o que estava sendo discutido entre DRAC e DATASUS como proposta de solução tecnológica para viabilizar o projeto.  
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O envio de um contato assistencial ocorre de duas formas:
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* '''Total''', no seu desfecho; ou   
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* '''Parcial''', no caso de atendimentos cuja duração ultrapassa o último dia do mês. 
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No caso de envio parcial, o desfecho do contato deverá ser "Permanência". O envio seguinte deve conter os procedimentos realizados após a data de realização do último procedimento informado no envio anterior e deve contemplar todos os procedimentos realizados até o último dia do mês, '''bem como devem ser mantidos os procedimentos já informados em envios anteriores'''. Desta forma, o estabelecimento de saúde editará o contato já enviado apenas acrescentando os procedimentos realizados posteriormente.
  
O resultado das discussões do encontro nacional e novas sugestões na consulta pública resultaram na versão final do modelo de informação do CMD, que vem sendo utilizado nas próximas etapas do projeto.
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Ainda que o envio do contato seja parcial, não pode existir mudança de contato assistencial por este motivo. Assim, o contato que iniciou em um mês e termina em outro é enviado parcialmente com a mesma chave e com todas as informações coletadas a cada mês.
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O envio parcial de um contato não é obrigatório. O estabelecimento de saúde pode optar por coletar e enviar o contato assistencial apenas no seu desfecho, desde que respeitado [[Página principal#Prazo de envio do webservice|o prazo de envio do ''webservice'']].
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Os contatos assistenciais provenientes dos atendimentos da Saúde Suplementar, enviados à [http://www.ans.gov.br ANS] através da [http://www.ans.gov.br/prestadores/tiss-troca-de-informacao-de-saude-suplementar TISS], ou os contatos assistenciais realizados pelas Equipes de Atenção Básica do SUS, que compõem a base do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), não precisam ser coletados e enviados para o CMD: estas bases de dados serão integradas diretamente à base do CMD.
  
O CMD foi instituído pela [http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=29&data=09/09/2016 Resolução da  Comissão Intergestores Tripartite (CIT) nº 6 de 25 de Agosto de 2016]
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Todos os contatos enviados passam por um conjunto de [[Webservice|regras de validação mínima da consistência dos dados no ''webservice'']], que já emite a resposta para o usuário quanto à aprovação ou à rejeição do contato. Todos os contatos que estiverem compatíveis com este conjunto de regras são automaticamente consumidos pelo sistema de processamento.
  
== Como funciona ==
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Diferente do processo habitual de envio dos dados no modelo convencional do SIA e SIH (em lotes ou pacotes mensais), o CMD permite que um contato assistencial seja enviado em "tempo real", ou seja, tão logo seja digitado, trazendo vantagens para os estabelecimentos de saúde que optarem por enviar desta forma, bem como para as Secretarias de Saúde.  
Todo o envio de informações do CMD é feito por meio de um ''webservice''. O estabelecimento de saúde pode utilizar seu [[Integração de sistemas próprios|sistema próprio e integrar]] diretamente ao ''webservice'' ou utilizar o [[CMD Coleta de Dados Simplificada|aplicativo disponibilizado]] pelo Ministério da Saúde para a coleta de informações do CMD.
 
  
Contatos assistenciais da Saúde Suplementar, enviados através da [http://www.ans.gov.br/prestadores/tiss-troca-de-informacao-de-saude-suplementar TISS], ou da Atenção Básica do SUS, enviados através do [http://dab.saude.gov.br/portaldab/esus.php e-SUS Atenção Básica], não precisam ser enviados através do ''webservice'' do CMD: estas bases de dados serão integradas diretamente, sem necessidade de retrabalho.
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Outro fato importante é que todo contato assistencial possui um [https://pt.wikipedia.org/wiki/Identificador_único_universal identificador único universal (UUID)], que é o código que identifica univocamente um contato assistencial, permitindo que um sistema ou usuário possa recuperar e/ou alterar sua informação. Os desenvolvedores de software e operadores do sistema deverão utilizá-lo adequadamente para a integração de seus sistemas com o CMD, garantido a unicidade do registro. Existe ampla documentação disponível na internet demonstrando como gerar um UUID nas linguagens e sistemas operacionais mais utilizados no mercado, e a documentação completa da sua conformação pode ser encontrada no RFC 4122 da Internet Engineering Task Force (IETF).
  
Todos os contatos enviados passarão por um conjunto de [[Regras do Webservice|regras de validação mínima da consistência dos dados no webservice]], que já emite a resposta para o sistema quanto à aprovação ou à rejeição, em caso de algum problema nos dados.
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==== Prazo de envio do ''webservice'' ====
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'''Será permitido o envio de um contato assistencial ao CMD no prazo de até 12 meses a partir da data de admissão do contato assistencial'''  '''([[Webservice|RN35 – INCLUSÃO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL]]).'''
  
Diferente do processo habitual de envio das informações no modelo convencional em lote, o CMD permite que um contato assistencial seja enviado em "tempo real", ou seja, tão logo seja digitado, pode ser enviado pelo ''webservice'', trazendo vantagens para os estabelecimentos de saúde que optarem por enviar desta forma, bem como para as Secretarias de Saúde: o contato assistencial enviado é processado imediatamente ou às 00h do dia seguinte e o resultado fica imediatamente disponível, tanto para conhecimento do estabelecimento de saúde quanto para que a Secretaria de Saúde possa iniciar as ações de Controle, Avaliação e Auditoria, possibilitando que, diferente de como funciona no SIA e SIH, todo este trabalho ocorra de forma contínua e ininterrupta, reduzindo os prazos e otimizando o processo de trabalho e o fluxo de gestão e faturamento.
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==== Conheça as regras do ''webservice'' ====
 +
Acesse a página dedicada ao Webservice da RNDS e suas regras  relacionadas ao CMD.
  
Após seu envio pelo barramento e a consistência das regras de validação mínima, os contatos assistenciais são processados por um "motor ou robô", uma aplicação de [[processamento]] que realiza três processos:
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=== Integração das bases do SISAB (AB/SUS) e TISS/ANS (saúde suplementar) com a base do CMD ===
# Libera automaticamente os contatos assistenciais que não são financiados pelo SUS e os contatos assistenciais financiados pelo SUS na modalidade Atenção Básica (enviados através do e-SUS AB para o SISAB e já validados naquele sistema). [[Processamento#Etapa 1: Caracterização do Contato Assistencial|Saiba mais]].
+
Os contatos assistenciais provenientes dos atendimentos da Saúde Suplementar, enviados à [http://www.ans.gov.br ANS] através da [http://www.ans.gov.br/prestadores/tiss-troca-de-informacao-de-saude-suplementar TISS], ou os contatos assistenciais realizados pelas Equipes de Atenção Básica do SUS, que compõem a base do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), não precisam ser coletados e enviados para o CMD: estas bases de dados serão integradas diretamente à base do CMD por meio do  consumo  periódico e sistemático  dos dados  disponíveis na RNDS. Serão considerados para a integração os dados de atendimentos realizados a partir de janeiro/2017.
# Processa os contatos assistenciais financiados pelo SUS que não sejam da modalidade Atenção Básica com um conjunto de [[Regras assistenciais|regras denominadas assistenciais]], validando os que contatos assistenciais que estiverem compatíveis com todas as regras ou bloqueando os contatos assistenciais que apresentarem incompatibilidade com uma ou mais dessas regras. Esta etapa também seleciona os contatos assistenciais que precisam ser valorados por procedimentos e que, portanto, passarão pela próxima etapa de processamento (contatos que não precisam ser valorados por procedimento - de estabelecimentos de saúde que recebem por incentivo ou orçamentação global, por exemplo -, não passam para a próxima etapa). [[Processamento#Etapa 2: Regras Assistenciais|Saiba mais]].
+
 
 +
Para viabilizar o envio das informações das Guias TISS e das fichas da AB/SUS para o CMD, é construído um registro composto de "evento", compatível com a unidade de registro do CMD. 
 +
 
 +
===Processamento===
 +
Após seu envio para a RNDS a consistência das regras de validação mínima do modelo de informação, os contatos assistenciais são processados por uma aplicação de [[processamento]] que realiza três processos:
 +
# Libera automaticamente para disseminação os contatos assistenciais que já estão validados por outras bases de dados (SISAB e TISS/ANS) e aqueles não são passíveis de ação de gestor (uma vez que não se aplicam a eles as regras definidas para os atendimentos realizados pelo SUS). [[Processamento#Etapa 1: Caracterização do Contato Assistencial|Saiba mais]].
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# Processa os contatos assistenciais financiados pelo SUS que não sejam da modalidade Atenção Básica com um conjunto de [[Regras assistenciais|regras denominadas assistenciais]] , validando os contatos que estiverem compatíveis com todas as regras ou bloqueando aqueles que apresentarem incompatibilidade com uma ou mais regras. Esta etapa também seleciona os contatos assistenciais que precisam ser valorados por procedimentos e que, portanto, passarão pela próxima etapa de processamento. Contatos que não precisam ser valorados por procedimento - de estabelecimentos de saúde que recebem por incentivo ou orçamentação global, por exemplo , não passam para a próxima etapa. [[Processamento#Etapa 2: Regras Assistenciais|Saiba mais]].
 
# Processa os contatos assistenciais que precisam receber a valoração por procedimentos com um conjunto de [[Regras administrativas|regras denominadas administrativas]]. [[Processamento#Etapa 3: Regras Administrativas|Saiba mais]].
 
# Processa os contatos assistenciais que precisam receber a valoração por procedimentos com um conjunto de [[Regras administrativas|regras denominadas administrativas]]. [[Processamento#Etapa 3: Regras Administrativas|Saiba mais]].
  
Ao término dessas etapas de processamento, os contatos assistenciais ficam disponíveis no site do CMD.
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===Gestão da Informação===
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==== '''Área Restrita''' ====
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{| class="wikitable"
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![[Manual Instrutivo para acesso à área restrita do portal do Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde - CMD|''Acesse aqui'']] ''as instruções de uso da área restrita do portal do CMD, o CMD-Gestão.''
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|}O processamento do CMD acontece diariamente na base nacional. Sendo assim, o resultado do processamento de um contato assistencial fica disponível em até 24 horas no CMD-Gestão, tanto para visualização pelo estabelecimento de saúde, quanto para que a Secretaria de Saúde gestora possa iniciar as ações de Controle, Avaliação e Auditoria. Isso possibilita que, diferente de como funciona no SIA e SIH, esse trabalho ocorra de forma contínua e ininterrupta, reduzindo os prazos, otimizando o processo de trabalho e o fluxo de gestão e faturamento.
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O CMD-Gestão é destinado aos estabelecimentos de saúde, às Secretarias de Saúde dos Municípios, dos Estados e do Distrito Federal e também ao Ministério da Saúde .
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É obrigatório estar cadastrado no  Sistema de Cadastro e  Permissão e Acesso -  [https://scpa.saude.gov.br/ SCPA], e possuir  um perfil autorizado no Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde para ter acesso à área restrita do portal do CMD, bem como para realizar a transmissão de contatos assistenciais para a base nacional  no CMD Coleta.
  
Neste ambiente as Secretarias de Saúde podem consultar os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde em seu território e fazer a gestão dos contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde que estejam sob sua gestão, analisando os contatos assistenciais que estiverem bloqueados, aprovando os que estiverem bloqueados ou validados, bloqueando os validados para análise por critérios além dos estabelecidos nas regras do processamento, ou cancelando contatos aqueles que estiverem com informações incorretas.
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O SCPA, é desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS) através do Departa mento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde da Secretaria de Informação e Saúde Digital (DATASUS/SEIDIGI), tem como objetivo centralizar o cadastramento dos usuários dos sistemas WEB da pasta. O suporte técnico  aos usuários acorre através do portal https://webatendimento.saude.gov.br/faq/scpa
  
Para os estabelecimentos de saúde, o site disponibiliza todo o resultado do processamento dos seus contatos assistenciais, assim como informações de bloqueios ou cancelamentos realizados pelo gestor.
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Essa funcionalidade tem por objetivo a manutenção do controle dos cadastros de usuários, de sistemas, funcionalidades e pacotes, bem como fornecer permissões de acesso aos sistemas dos aplicativos do DATASUS que tenham acesso de usuários até ao nível de estabelecimento de saúde, permitindo que os usuários tenham permissões diferentes por sistemas, IBGE e conjuntos de estabelecimentos.  
  
Todos os contatos validados ou cancelados são disponibilizados para disseminação através do TabWin, TabNet e painéis de gestão.
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No CMD-Gestão, as Secretarias de Saúde podem visualizar os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde em seu território e [[Gestão dos Contatos Assistenciais|fazer a gestão dos contatos]] de todos os estabelecimentos sob sua gestão, analisando os contatos assistenciais que estiverem bloqueados, bloqueando os validados para análise por critérios além dos estabelecidos nas regras do processamento, aprovando os contatos válidos  ou cancelando aqueles contatos que estiverem com informações incorretas.  
  
=== Status de um contato assistencial ===
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É importante destacar que, embora o CMD tenha como uma de suas finalidades  “possibilitar a realização dos processos administrativos necessários às três esferas de gestão do SUS, inclusive o faturamento dos serviços prestados", um contato assistencial não pode, em nenhuma hipótese, ser cancelado ou ter alterações em suas informações por questões administrativas.
Durante o fluxo de um contato assistencial na base de dados nacional do CMD, os contatos assistenciais assumem status específicos, de acordo com a etapa em que se encontram, sendo eles:
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Um contato assistencial somente pode ser cancelado quando evidenciado que ele não existiu ou que existem erros na informação dos  campos  chaves que precisam ser corrigidos.  São  considerados campos chaves  (Identificação do usuário atendido, Identificação do estabelecimento executante e Modalidade Assistencial).
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[[Gestão dos Contatos Assistenciais|Saiba mais.]]
  
'''Status intermediários''': são status de contatos que ainda se encontram em fase de análise pela Secretaria de Saúde gestora e, portanto, não devem ser disponibilizados para uso de suas informações.
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==== Status de um contato ====
* '''Bloqueado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que foi identificado com alguma incompatibilidade de regras no processamento ou selecionado pela Secretaria de Saúde gestora para análise.
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Durante o fluxo dos contato assistenciais na base de dados nacional do CMD, eles assumem status específicos de acordo com a etapa em que se encontram, sendo eles:
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[[Arquivo:FLUXO DO CONTATO ASSISTENCIAL - CMD.png|miniaturadaimagem|Fluxo do Contato Assistencial no CMD]]
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'''Status intermediários''': são status de contatos que ainda se encontram em fase de análise pela Secretaria de Saúde gestora e, portanto, não são disponibilizados publicamente para uso de suas informações.
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* '''Bloqueado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que foi identificado com alguma incompatibilidade a uma ou mais regras do processamento ou selecionado pela Secretaria de Saúde gestora para análise.
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* '''Validado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que está compatível com todas as regras do processamento.
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'''Status finais''': contatos assistenciais já analisados, podendo ser disponibilizados para disseminação e uso de suas informações.
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* '''Liberado''': contato assistencial não financiado por recursos estaduais/municipais, não financiado pelo SUS ou financiado pelo SUS na modalidade assistencial Atenção Básica.
 
* '''Aprovado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que tem concordância da Secretaria de Saúde gestora quanto à sua veracidade.
 
* '''Aprovado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que tem concordância da Secretaria de Saúde gestora quanto à sua veracidade.
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* '''Cancelado''': contato assistencial que foi identificado com alguma inconformidade pela Secretaria de Saúde gestora ou pelo estabelecimento de saúde responsável
  
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===Alteração e cancelamento pelo estabelecimento de saúde===
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No CMD-Gestão, os estabelecimentos de saúde poderão visualizar o resultado do processamento dos seus contatos assistenciais, bem como as informações de bloqueio, cancelamento e aprovação realizados pela Secretaria de Saúde gestora.
  
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Um contato assistencial pode ser '''alterado e reenviado''' pelo estabelecimento de saúde por meio do ''webservice'', mantendo a mesma chave de registro, desde que seja enviado dentro do prazo estipulado pelo barramento, que é em '''até 06 meses da data da realização do último procedimento''' ([[Webservice|RN36 – ALTERAÇÃO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL]]).
  
'''Status finais''': contatos assistenciais já analisados, podendo ser disponibilizados para disseminação e uso de suas informações.
+
Neste caso, o contato é processado novamente desde a primeira fase e assume os status atribuídos pelo sistema de processamento conforme a sua compatibilidade ou não com as regras.
* '''Liberado''': contato assistencial já enviado para a base nacional do CMD não financiado pelo SUS ou financiado pelo SUS na modalidade assistencial Atenção Básica, cuja validação já foi realizada pelo sistema de origem.
+
Entretanto, se o contato alterado tiver sido bloqueado anteriormente pela Secretaria de Saúde gestora, ainda que após a alteração esteja compatível com todas as regras do processamento, o contato se manterá bloqueado com os mesmos motivos descritos pela Secretaria de Saúde, uma vez que este bloqueio se trata de um critério local para análise do contato assistencial.
* '''Validado''': contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que está compatível com todas as regras do processamento.
+
Não serão permitidas alterações caso o contato assistencial esteja com o status de “cancelado”. Nesta situação, deverá ser realizado um novo envio do atendimento. Este receberá nova chave, diferente daquela do contato assistencial original. 
* '''Cancelado''': contato assistencial que foi identificado com alguma inconformidade pela Secretaria de Saúde gestora ou pelo estabelecimento de saúde responsável.
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No caso de '''necessidade de cancelamento''' de um contato, o estabelecimento de saúde pode, '''no prazo de até 06 meses da data da admissão''' ([[Webservice|RN 37 - CANCELAMENTO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL]]), realizar a requisição de seu cancelamento por meio do ''webservice''. Neste caso, o contato assistencial assumirá o status final de '''Cancelado''' com atribuição do seguinte motivo de cancelamento: '''"9999: Contato assistencial cancelado pelo estabelecimento de saúde".'''
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===Disseminação da Informação===
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Todos os contatos liberados, aprovados e cancelados são disseminados publicamente por meio do [http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=060805 TabWin], [http://tabnet.datasus.gov.br/ TabNet] e painéis de gestão.
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Faça download dos arquivos do CMD para Tabwin em: http://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude/servicos2/transferencia-de-arquivos
  
 
== A quem se destina ==
 
== A quem se destina ==
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O CMD se destina a toda a população brasileira, sendo definidos os seguintes atores e papéis no seu processo:
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===Estabelecimentos de saúde===
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* Registram todos os contatos assistenciais que realizam, por meio de aplicação própria integrada ao ''webservice'' do CMD ou aplicação disponibilizada pelo Ministério da Saúde, e os enviam periodicamente.
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*Integram seus sistemas ao ''webservice'' da RNDS.
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* Verificam periodicamente no CMD-Gestão o ''status'' dos seus contatos assistenciais do SUS na base nacional do CMD.
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===Secretarias de Saúde===
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*Acessam os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde de seu território por meio do CMD-Gestão.
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*Administram os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde sob sua gestão no CMD-Gestão.
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*Realizam a vigilância epidemiológica de todos os contatos assistenciais de seu território nos quais foi informado alguma doença ou agravo de notificação compulsória, com base em relatório disponível no CMD-Gestão.
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*Monitoram indicadores de envio de dados e indicadores assistenciais dos estabelecimentos de saúde de seu território fundamentados nos dados dos contatos assistenciais disponíveis no CMD-Gestão.
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*Integram seus sistemas ao ''webservice'' da RNDS.
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*As Secretarias de Estado da Saúde também monitoram indicadores de envio de dados e indicadores assistenciais agregados por regiões de saúde e municípios de seu território em painéis de gestão no CMD-Gestão.
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===Ministério da Saúde===
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*Acessa os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde do país no CMD-Gestão.
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*Monitora indicadores de envio de dados e indicadores  assistenciais agregados por estados, regiões de saúde e municípios em painéis de gestão no CMD-Gestão.
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===Empresas de sistemas de informação em saúde===
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*Implementam em seus sistemas a integração com o ''webservice''  da RNDS.
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===Cidadãos em geral===
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*Visualizam os seus contatos assistenciais pessoais por meio do  Meu SUS Digital.
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*Informam incompatibilidades encontradas em seus contatos assistenciais no Meu SUS Digital.
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*Visualizam os dados públicos por meio do Tabwin e Tabnet do CMD.
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== Cronograma do projeto ==
 
== Cronograma do projeto ==
 
=== [[Estratégia de implantação]] ===
 
=== [[Estratégia de implantação]] ===
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Conforme disposto na [http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=29&data=09/09/2016 Resolução CIT nº 06 , de 25 de agosto de 2016], a '''implantação do CMD será incremental e gradual''', substituindo um total de nove (9) sistemas de informação atualmente instituídos, a saber: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC), Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde (RAAS), Autorização de Internação Hospitalar (SISAIH01), Coleta da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA01), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), Sistema de Informação Hospitalar (SIH), Processamento da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA02) e Sistema de Regulação, Controle e Avaliação (SISRCA).
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Na '''primeira etapa de implantação''', serão integradas ao CMD as informações provenientes da Atenção Básica, por meio dos registros existentes no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) e as informações provenientes da Saúde Suplementar, por meio dos registros do Padrão de Troca de Informações da Saúde Suplementar (Padrão TISS) enviados pelas Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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Na '''segunda etapa de implantação''' serão integradas ao CMD as demais informações da atenção à saúde das esferas pública e privada que não necessitem de processamento para faturamento e pagamento da produção por procedimentos.
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Na '''terceira etapa de implantação''' serão integradas ao CMD as informações da atenção à saúde das esferas pública e privada que necessitem de processamento para faturamento e pagamento por produção de procedimentos no âmbito do SUS.
  
 
== O que muda ==
 
== O que muda ==
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[[Arquivo:Modelo de Informação Único.png|miniaturadaimagem|Modelo de Informação único para todas as modalidades assistenciais]]
 
* Informação de todos atendimentos realizados em território nacional da esfera pública, suplementar e privada.
 
* Informação de todos atendimentos realizados em território nacional da esfera pública, suplementar e privada.
* Será possível conhecer o número real pessoas que utilizam o SUS, de internações e atendimentos, pois a unidade de registro é o contato assistencial e não há registro consolidado.
+
* Envio de cada contato assistencial, ao invés de envio de remessa mensal.
* Integração ao CNS, CNES e SIGTAP em tempo real, para captação e processamento dos atendimentos.
+
* Conhecimento do número real pessoas que utilizam o SUS, de internações e atendimentos.
* Modelo de informação único para toda as modalidades assistenciais: hospitalar, ambulatorial especializado, atenção básica, urgência, etc.
+
* Integração ao CNS, CNES e SIGTAP em tempo real no CMD-Coleta e ''webservice'' da RNDS.
* Aperfeiçoamento do processo de ressarcimento, pois todos atendimentos passam a ser comparáveis estarão armazenados no mesmo repositório de informações.
+
* Modelo de informação único para todas as modalidades assistenciais
* Recebimento das informações via ''webservice'' público, com foco em padrões de troca de informação e menor dependência de aplicações específicas.  
+
* Recebimento das informações via ''webservice'', de acordo com padrões de troca de informação e menor dependência de aplicações específicas.
* Possibilidade de envio de cada contato assistencial, ao invés de envio de remessa mensal.
+
* Processamento Nacional, para  a (validação e valoração) e (aprovação  pelo gestor) da informação diário e constante.
* Processamento (validação e valoração) da informação diário e constante.
+
* Adequação do modelo para possibilitar utilização de ''DRG (Diagnosis-Related Group)''.
* Adequações no modelo para possibilitar utilização de ''DRG (Diagnosis-Related Group)''.
 
  
 
Saiba como fica [[antes e depois]] no CMD.
 
Saiba como fica [[antes e depois]] no CMD.
  
== Texto padrão da Wiki ==
+
== Comitê Consultivo Permanente para o CMD ==
<strong>Página Inicial do Manual do CMD.</strong>
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O Comitê Consultivo Permanente para o CMD é uma instância colegiada, tripartite e de natureza consultiva que tem por finalidade apoiar o desenvolvimento, a implantação e a manutenção evolutiva do CMD, segundo o previsto na Resolução CIT nº 6, de 25 de agosto de 2016, bem como subsidiar a Câmara Técnica da Comissão Intergestores Tripartite quanto a modelos, regras de negócio, cronograma de implantação, validação e homologação do CMD, em conformidade com a Resolução CIT nº 6, de 6 de novembro de 2013.
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[[Saiba mais sobre o CCP CMD]].
  
Consulte o [//meta.wikimedia.org/wiki/Help:Contents Manual de Usuário] para informações de como usar o software wiki.
+
== Apresentações ==
 +
[[Apresentações CMD|Acesse aqui]] as apresentações já realizadas sobre o CMD.
  
== Começando ==
+
== Perguntas Frequentes ==
* [//www.mediawiki.org/wiki/Special:MyLanguage/Manual:Configuration_settings Lista de opções de configuração]
+
Acesse a página [[Perguntas Frequentes|Perguntas Frequentes do CMD]].
* [//www.mediawiki.org/wiki/Special:MyLanguage/Manual:FAQ FAQ do MediaWiki]
 
* [https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/mediawiki-announce Lista de discussão com avisos de novas versões do MediaWiki]
 
* [//www.mediawiki.org/wiki/Special:MyLanguage/Localisation#Translation_resources Traduza o MediaWiki para seu idioma]
 

Edição atual tal como às 17h04min de 2 de janeiro de 2026

O que é

CMD

O Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde (CMD) é o documento público que coleta os dados dos atendimentos em saúde realizados em qualquer estabelecimento de saúde do país, público ou privado, em cada contato assistencial. Trata-se de uma estratégia assumida pelos gestores do Sistema Nacional de Saúde das três esferas de gestão para redução da fragmentação dos sistemas de informação que possuem dados de caráter clínico-administrativo da atenção à saúde. Foi instituído pelo Decreto de 29 de novembro de 2017 (alterado pelo Decreto nº 9.775, de 30 de abril de 2019) e pela Resolução CIT nº 6, de 25 de agosto de 2016.

O CMD substitui os principais sistemas de informação da atenção à saúde do país: Sistema de Informações Ambulatoriais(SIA), Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA), bem como seus subsistemas de coleta e apoio. Será de adoção obrigatória em todo o sistema nacional de saúde, abrangendo pessoas físicas e jurídicas que realizam atenção à saúde nas esferas pública ou privada, integrantes ou não do SUS.

Contato Assistencial

A unidade de registro do CMD é o contato assistencial, definido como o atendimento ininterrupto dispensado a um indivíduo em uma mesma modalidade assistencial e em um mesmo estabelecimento de saúde.

Modelo de Informação

Conheça o Modelo de Informação do CMD para registro de um contato assistencial.

Finalidades

O CMD foi concebido visando atender às seguintes finalidades:

  1. Subsidiar as atividades de gestão, planejamento, programação, monitoramento, avaliação e controle do sistema de saúde, da rede de atenção à saúde e dos serviços de saúde;
  2. Auxiliar na formulação, no monitoramento e na avaliação das políticas de saúde;
  3. Compor as estatísticas nacionais de saúde, permitindo conhecer o perfil demográfico, de morbidade e mortalidade da população brasileira atendida nos serviços de saúde;
  4. Conhecer as atividades assistenciais desenvolvidas por todos os estabelecimentos de saúde no país;
  5. Fomentar a utilização de novas métricas para a análise de desempenho, alocação de recursos e financiamento da saúde;
  6. Possibilitar a realização dos processos administrativos necessários às três esferas de gestão do SUS, incluindo o faturamento dos serviços prestados à população; e
  7. Disponibilizar informações assistenciais em nível nacional comparáveis com as informações internacionais em saúde.

História

O primeiro conjunto padronizado de informações assistenciais adotado em nível nacional surgiu na década de 70 nos EUA. O Uniform Hospital Discharge Data Set (UHDDS) é um conjunto mínimo de dados de alta hospitalar estabelecido pelo National Committee on Vital and Health Statistics em 1972 contendo 14 variáveis de natureza administrativa e clínica que eram geradas a partir dos dados do prontuário dos pacientes, ao final de cada hospitalização.

Dois anos depois este comitê estabeleceu também o Ambulatory Medical Care Records: Uniform Minimum Basic Data Set, um conjunto mínimo de dados do contato ambulatorial contendo 8 variáveis.

A partir dos anos 80 a Europa, com fundamento no trabalho do médico belga Francis Roger France, iniciou um trabalho de implementação nos países do Minimum Basic Data Set (MBDS).

Conheça mais sobre a história do CMD no mundo...

No Brasil, os conjuntos de dados da atenção à saúde, equivalentes aos conjuntos mínimos de dados existentes no mundo, são datados da década de 80 e eram gerados a partir dos extintos Sistema de Assistência Médico-Hospitalar da Previdência Social (SAMHPS) e do Boletim de Serviços Produzidos (BSP)/Guias de Autorização de Pagamento (GAP). Na década de 90 foram implantados dois grandes sistemas: o Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e o Sistema de Informações Hospitalares (SIH), os quais ainda são utilizados como fontes de dados da atenção à saúde.

Entretanto, todos estes sistemas possuíam um foco muito específico, o faturamento dos serviços, diferente da proposta dos demais conjuntos mínimos de dados no mundo, cujo foco era gerar informações para entendimento do sistema de saúde, planejamento, gestão, etc.

Em 2015, motivados pela necessidade de uma reestruturação no modelo de informação dos atendimentos realizados no país, iniciaram-se discussões sobre o Conjunto Mínimo de Dados (CMD) para o Brasil, desejo comum entre o Ministério da Saúde, as Secretarias Municipais de Saúde, representadas pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e as Secretarias de Estado da Saúde, representadas pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

Conheça mais sobre a história do CMD no Brasil...

Como funciona

Coleta dos contatos assistenciais

O contato assistencial pode ser coletado de duas formas:

  • Sistemas próprios; ou
  • CMD-Coleta, aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

O CMD tem a premissa de não obrigar o uso de um sistema de informação disponibilizado pelo Ministério da Saúde para a coleta e envio dos dados. Assim, embora o Ministério da Saúde disponibilizará o Aplicativo de Coleta Simplificada, o estabelecimento de saúde pode utilizar seu próprio sistema integrado ao Webservice da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), no modelo Informacional do CMD ou Registro do Atendimento Clinico -RAC (https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/mvOq2Eteys).

O estabelecimento que optar por utilizar sistema próprio, para coleta e envio dos contatos assistenciais ao CMD, deve adequá-lo para que gere um contato assistencial de acordo com o modelo de informação único do CMD ou RAC.

Ademais, é importante manter as tabelas atualizadas no sistema de origem e utilizar o Cartão Nacional de Saúde (CNS) como identificador do usuário. Para isso, recomendamos que também integre seu sistema próprio aos webservices do CNS https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/tgKoKpju8s e do SIGTAP/RTS https://servicos-datasus.saude.gov.br/detalhe/mFFdNHJD57.

Acesso ao CMD Coleta

O Acesso ao CMD Coleta é intermediado pelo Sistema de Cadastro de Permissão e Acesso -SCPA.

Acesse as orientações para Cadastro e solicitação do perfil no Manual Operacional do CMD.

Manual de Integração ao Webservice da RNDS

A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), instituída pela Portaria GM/MS nº 1.434/2020, é a plataforma do Ministério da Saúde que viabiliza a interoperabilidade em saúde, ou seja, a troca de informação entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, promovendo maior qualidade no diagnóstico e na continuidade do cuidado aos cidadãos, sejam eles atendidos no setor público ou privado.

O Web Service da RNDS foi desenvolvido para permitir que estabelecimentos de saúde públicos ou privados compartilhem os Registros de Atendimento.

Acesse no link: https://servicos-datasus.saude.gov.br/ , o Portal de serviços do Departamento de Informática em Saúde -DATASUS, que disponibiliza o Manual de Integração ao Webservice da RNDS.

Quando gerar um novo contato?

De acordo com o conceito de contato assistencial, deve ser gerado um novo contato sempre que alguma de suas condições essenciais for modificada, ou seja, sempre que mudar o indivíduo atendido, a modalidade assistencial, o estabelecimento de saúde ou se o contato for interrompido

Por exemplo, para um indivíduo que deu entrada em um hospital por meio da modalidade assistencial “Atenção à Urgência e Emergência”, é gerado um contato assistencial para esse atendimento. Se esse indivíduo precisar ser internado para realização de uma cirurgia, por exemplo, deverá ser encerrado o contato assistencial anterior e gerado um novo contato assistencial agora na modalidade “Atenção Hospitalar”.

Envio dos contatos assistenciais

Todo o envio de dados ao CMD é feito por meio do webservice da RNDS, cujo funcionamento está descrito em webservice da RNDS.

O envio de um contato assistencial ocorre de duas formas:

  • Total, no seu desfecho; ou
  • Parcial, no caso de atendimentos cuja duração ultrapassa o último dia do mês.

No caso de envio parcial, o desfecho do contato deverá ser "Permanência". O envio seguinte deve conter os procedimentos realizados após a data de realização do último procedimento informado no envio anterior e deve contemplar todos os procedimentos realizados até o último dia do mês, bem como devem ser mantidos os procedimentos já informados em envios anteriores. Desta forma, o estabelecimento de saúde editará o contato já enviado apenas acrescentando os procedimentos realizados posteriormente.

Ainda que o envio do contato seja parcial, não pode existir mudança de contato assistencial por este motivo. Assim, o contato que iniciou em um mês e termina em outro é enviado parcialmente com a mesma chave e com todas as informações coletadas a cada mês.

O envio parcial de um contato não é obrigatório. O estabelecimento de saúde pode optar por coletar e enviar o contato assistencial apenas no seu desfecho, desde que respeitado o prazo de envio do webservice.

Os contatos assistenciais provenientes dos atendimentos da Saúde Suplementar, enviados à ANS através da TISS, ou os contatos assistenciais realizados pelas Equipes de Atenção Básica do SUS, que compõem a base do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), não precisam ser coletados e enviados para o CMD: estas bases de dados serão integradas diretamente à base do CMD.

Todos os contatos enviados passam por um conjunto de regras de validação mínima da consistência dos dados no webservice, que já emite a resposta para o usuário quanto à aprovação ou à rejeição do contato. Todos os contatos que estiverem compatíveis com este conjunto de regras são automaticamente consumidos pelo sistema de processamento.

Diferente do processo habitual de envio dos dados no modelo convencional do SIA e SIH (em lotes ou pacotes mensais), o CMD permite que um contato assistencial seja enviado em "tempo real", ou seja, tão logo seja digitado, trazendo vantagens para os estabelecimentos de saúde que optarem por enviar desta forma, bem como para as Secretarias de Saúde.

Outro fato importante é que todo contato assistencial possui um identificador único universal (UUID), que é o código que identifica univocamente um contato assistencial, permitindo que um sistema ou usuário possa recuperar e/ou alterar sua informação. Os desenvolvedores de software e operadores do sistema deverão utilizá-lo adequadamente para a integração de seus sistemas com o CMD, garantido a unicidade do registro. Existe ampla documentação disponível na internet demonstrando como gerar um UUID nas linguagens e sistemas operacionais mais utilizados no mercado, e a documentação completa da sua conformação pode ser encontrada no RFC 4122 da Internet Engineering Task Force (IETF).

Prazo de envio do webservice

Será permitido o envio de um contato assistencial ao CMD no prazo de até 12 meses a partir da data de admissão do contato assistencial  (RN35 – INCLUSÃO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL).

Conheça as regras do webservice

Acesse a página dedicada ao Webservice da RNDS e suas regras relacionadas ao CMD.

Integração das bases do SISAB (AB/SUS) e TISS/ANS (saúde suplementar) com a base do CMD

Os contatos assistenciais provenientes dos atendimentos da Saúde Suplementar, enviados à ANS através da TISS, ou os contatos assistenciais realizados pelas Equipes de Atenção Básica do SUS, que compõem a base do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), não precisam ser coletados e enviados para o CMD: estas bases de dados serão integradas diretamente à base do CMD por meio do consumo periódico e sistemático dos dados disponíveis na RNDS. Serão considerados para a integração os dados de atendimentos realizados a partir de janeiro/2017.

Para viabilizar o envio das informações das Guias TISS e das fichas da AB/SUS para o CMD, é construído um registro composto de "evento", compatível com a unidade de registro do CMD.

Processamento

Após seu envio para a RNDS a consistência das regras de validação mínima do modelo de informação, os contatos assistenciais são processados por uma aplicação de processamento que realiza três processos:

  1. Libera automaticamente para disseminação os contatos assistenciais que já estão validados por outras bases de dados (SISAB e TISS/ANS) e aqueles não são passíveis de ação de gestor (uma vez que não se aplicam a eles as regras definidas para os atendimentos realizados pelo SUS). Saiba mais.
  2. Processa os contatos assistenciais financiados pelo SUS que não sejam da modalidade Atenção Básica com um conjunto de regras denominadas assistenciais , validando os contatos que estiverem compatíveis com todas as regras ou bloqueando aqueles que apresentarem incompatibilidade com uma ou mais regras. Esta etapa também seleciona os contatos assistenciais que precisam ser valorados por procedimentos e que, portanto, passarão pela próxima etapa de processamento. Contatos que não precisam ser valorados por procedimento - de estabelecimentos de saúde que recebem por incentivo ou orçamentação global, por exemplo , não passam para a próxima etapa. Saiba mais.
  3. Processa os contatos assistenciais que precisam receber a valoração por procedimentos com um conjunto de regras denominadas administrativas. Saiba mais.

Gestão da Informação

Área Restrita

Acesse aqui as instruções de uso da área restrita do portal do CMD, o CMD-Gestão.
O processamento do CMD acontece diariamente na base nacional. Sendo assim, o resultado do processamento de um contato assistencial fica disponível em até 24 horas no CMD-Gestão, tanto para visualização pelo estabelecimento de saúde, quanto para que a Secretaria de Saúde gestora possa iniciar as ações de Controle, Avaliação e Auditoria. Isso possibilita que, diferente de como funciona no SIA e SIH, esse trabalho ocorra de forma contínua e ininterrupta, reduzindo os prazos, otimizando o processo de trabalho e o fluxo de gestão e faturamento.

O CMD-Gestão é destinado aos estabelecimentos de saúde, às Secretarias de Saúde dos Municípios, dos Estados e do Distrito Federal e também ao Ministério da Saúde .

É obrigatório estar cadastrado no Sistema de Cadastro e Permissão e Acesso - SCPA, e possuir um perfil autorizado no Conjunto Mínimo de Dados da Atenção à Saúde para ter acesso à área restrita do portal do CMD, bem como para realizar a transmissão de contatos assistenciais para a base nacional no CMD Coleta.

O SCPA, é desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS) através do Departa mento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde da Secretaria de Informação e Saúde Digital (DATASUS/SEIDIGI), tem como objetivo centralizar o cadastramento dos usuários dos sistemas WEB da pasta. O suporte técnico aos usuários acorre através do portal https://webatendimento.saude.gov.br/faq/scpa

Essa funcionalidade tem por objetivo a manutenção do controle dos cadastros de usuários, de sistemas, funcionalidades e pacotes, bem como fornecer permissões de acesso aos sistemas dos aplicativos do DATASUS que tenham acesso de usuários até ao nível de estabelecimento de saúde, permitindo que os usuários tenham permissões diferentes por sistemas, IBGE e conjuntos de estabelecimentos.

No CMD-Gestão, as Secretarias de Saúde podem visualizar os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde em seu território e fazer a gestão dos contatos de todos os estabelecimentos sob sua gestão, analisando os contatos assistenciais que estiverem bloqueados, bloqueando os validados para análise por critérios além dos estabelecidos nas regras do processamento, aprovando os contatos válidos ou cancelando aqueles contatos que estiverem com informações incorretas.

É importante destacar que, embora o CMD tenha como uma de suas finalidades  “possibilitar a realização dos processos administrativos necessários às três esferas de gestão do SUS, inclusive o faturamento dos serviços prestados", um contato assistencial não pode, em nenhuma hipótese, ser cancelado ou ter alterações em suas informações por questões administrativas.

Um contato assistencial somente pode ser cancelado quando evidenciado que ele não existiu ou que existem erros na informação dos  campos  chaves que precisam ser corrigidos.  São  considerados campos chaves  (Identificação do usuário atendido, Identificação do estabelecimento executante e Modalidade Assistencial).

Saiba mais.

Status de um contato

Durante o fluxo dos contato assistenciais na base de dados nacional do CMD, eles assumem status específicos de acordo com a etapa em que se encontram, sendo eles:

Fluxo do Contato Assistencial no CMD

Status intermediários: são status de contatos que ainda se encontram em fase de análise pela Secretaria de Saúde gestora e, portanto, não são disponibilizados publicamente para uso de suas informações.

  • Bloqueado: contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que foi identificado com alguma incompatibilidade a uma ou mais regras do processamento ou selecionado pela Secretaria de Saúde gestora para análise.
  • Validado: contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que está compatível com todas as regras do processamento.

Status finais: contatos assistenciais já analisados, podendo ser disponibilizados para disseminação e uso de suas informações.

  • Liberado: contato assistencial não financiado por recursos estaduais/municipais, não financiado pelo SUS ou financiado pelo SUS na modalidade assistencial Atenção Básica.
  • Aprovado: contato assistencial financiado pelo SUS, exceto na modalidade assistencial Atenção Básica, que tem concordância da Secretaria de Saúde gestora quanto à sua veracidade.
  • Cancelado: contato assistencial que foi identificado com alguma inconformidade pela Secretaria de Saúde gestora ou pelo estabelecimento de saúde responsável

Alteração e cancelamento pelo estabelecimento de saúde

No CMD-Gestão, os estabelecimentos de saúde poderão visualizar o resultado do processamento dos seus contatos assistenciais, bem como as informações de bloqueio, cancelamento e aprovação realizados pela Secretaria de Saúde gestora.

Um contato assistencial pode ser alterado e reenviado pelo estabelecimento de saúde por meio do webservice, mantendo a mesma chave de registro, desde que seja enviado dentro do prazo estipulado pelo barramento, que é em até 06 meses da data da realização do último procedimento (RN36 – ALTERAÇÃO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL).

Neste caso, o contato é processado novamente desde a primeira fase e assume os status atribuídos pelo sistema de processamento conforme a sua compatibilidade ou não com as regras.

Entretanto, se o contato alterado tiver sido bloqueado anteriormente pela Secretaria de Saúde gestora, ainda que após a alteração esteja compatível com todas as regras do processamento, o contato se manterá bloqueado com os mesmos motivos descritos pela Secretaria de Saúde, uma vez que este bloqueio se trata de um critério local para análise do contato assistencial.

Não serão permitidas alterações caso o contato assistencial esteja com o status de “cancelado”. Nesta situação, deverá ser realizado um novo envio do atendimento. Este receberá nova chave, diferente daquela do contato assistencial original.

No caso de necessidade de cancelamento de um contato, o estabelecimento de saúde pode, no prazo de até 06 meses da data da admissão (RN 37 - CANCELAMENTO DE REGISTRO DE CONTATO ASSISTENCIAL), realizar a requisição de seu cancelamento por meio do webservice. Neste caso, o contato assistencial assumirá o status final de Cancelado com atribuição do seguinte motivo de cancelamento: "9999: Contato assistencial cancelado pelo estabelecimento de saúde".

Disseminação da Informação

Todos os contatos liberados, aprovados e cancelados são disseminados publicamente por meio do TabWin, TabNet e painéis de gestão.

Faça download dos arquivos do CMD para Tabwin em: http://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude/servicos2/transferencia-de-arquivos

A quem se destina

O CMD se destina a toda a população brasileira, sendo definidos os seguintes atores e papéis no seu processo:

Estabelecimentos de saúde

  • Registram todos os contatos assistenciais que realizam, por meio de aplicação própria integrada ao webservice do CMD ou aplicação disponibilizada pelo Ministério da Saúde, e os enviam periodicamente.
  • Integram seus sistemas ao webservice da RNDS.
  • Verificam periodicamente no CMD-Gestão o status dos seus contatos assistenciais do SUS na base nacional do CMD.

Secretarias de Saúde

  • Acessam os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde de seu território por meio do CMD-Gestão.
  • Administram os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde sob sua gestão no CMD-Gestão.
  • Realizam a vigilância epidemiológica de todos os contatos assistenciais de seu território nos quais foi informado alguma doença ou agravo de notificação compulsória, com base em relatório disponível no CMD-Gestão.
  • Monitoram indicadores de envio de dados e indicadores assistenciais dos estabelecimentos de saúde de seu território fundamentados nos dados dos contatos assistenciais disponíveis no CMD-Gestão.
  • Integram seus sistemas ao webservice da RNDS.
  • As Secretarias de Estado da Saúde também monitoram indicadores de envio de dados e indicadores assistenciais agregados por regiões de saúde e municípios de seu território em painéis de gestão no CMD-Gestão.

Ministério da Saúde

  • Acessa os contatos assistenciais de todos os estabelecimentos de saúde do país no CMD-Gestão.
  • Monitora indicadores de envio de dados e indicadores assistenciais agregados por estados, regiões de saúde e municípios em painéis de gestão no CMD-Gestão.

Empresas de sistemas de informação em saúde

  • Implementam em seus sistemas a integração com o webservice da RNDS.

Cidadãos em geral

  • Visualizam os seus contatos assistenciais pessoais por meio do Meu SUS Digital.
  • Informam incompatibilidades encontradas em seus contatos assistenciais no Meu SUS Digital.
  • Visualizam os dados públicos por meio do Tabwin e Tabnet do CMD.

Cronograma do projeto

Estratégia de implantação

Conforme disposto na Resolução CIT nº 06 , de 25 de agosto de 2016, a implantação do CMD será incremental e gradual, substituindo um total de nove (9) sistemas de informação atualmente instituídos, a saber: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC), Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde (RAAS), Autorização de Internação Hospitalar (SISAIH01), Coleta da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA01), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), Sistema de Informação Hospitalar (SIH), Processamento da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA02) e Sistema de Regulação, Controle e Avaliação (SISRCA).

Na primeira etapa de implantação, serão integradas ao CMD as informações provenientes da Atenção Básica, por meio dos registros existentes no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) e as informações provenientes da Saúde Suplementar, por meio dos registros do Padrão de Troca de Informações da Saúde Suplementar (Padrão TISS) enviados pelas Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Na segunda etapa de implantação serão integradas ao CMD as demais informações da atenção à saúde das esferas pública e privada que não necessitem de processamento para faturamento e pagamento da produção por procedimentos.

Na terceira etapa de implantação serão integradas ao CMD as informações da atenção à saúde das esferas pública e privada que necessitem de processamento para faturamento e pagamento por produção de procedimentos no âmbito do SUS.

O que muda

Modelo de Informação único para todas as modalidades assistenciais
  • Informação de todos atendimentos realizados em território nacional da esfera pública, suplementar e privada.
  • Envio de cada contato assistencial, ao invés de envio de remessa mensal.
  • Conhecimento do número real pessoas que utilizam o SUS, de internações e atendimentos.
  • Integração ao CNS, CNES e SIGTAP em tempo real no CMD-Coleta e webservice da RNDS.
  • Modelo de informação único para todas as modalidades assistenciais
  • Recebimento das informações via webservice, de acordo com padrões de troca de informação e menor dependência de aplicações específicas.
  • Processamento Nacional, para a (validação e valoração) e (aprovação pelo gestor) da informação diário e constante.
  • Adequação do modelo para possibilitar utilização de DRG (Diagnosis-Related Group).

Saiba como fica antes e depois no CMD.

Comitê Consultivo Permanente para o CMD

O Comitê Consultivo Permanente para o CMD é uma instância colegiada, tripartite e de natureza consultiva que tem por finalidade apoiar o desenvolvimento, a implantação e a manutenção evolutiva do CMD, segundo o previsto na Resolução CIT nº 6, de 25 de agosto de 2016, bem como subsidiar a Câmara Técnica da Comissão Intergestores Tripartite quanto a modelos, regras de negócio, cronograma de implantação, validação e homologação do CMD, em conformidade com a Resolução CIT nº 6, de 6 de novembro de 2013.

Saiba mais sobre o CCP CMD.

Apresentações

Acesse aqui as apresentações já realizadas sobre o CMD.

Perguntas Frequentes

Acesse a página Perguntas Frequentes do CMD.