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Por fim, concluímos que para o SUS a utilização de Indicadores de Saúde é imprescindível, pois transmitem informações relevantes sobre os cenários, contribuem para a criação de novas políticas públicas e ajuste de prioridades, são ferramentas de monitoramento e avaliação dos serviços e intervenções de saúde e, mais do que nunca, seus resultados subsidiam o aporte financeiro para a manutenção dos serviços de saúde da APS. Mas, não podemos esquecer que a qualificação do processo, desde a captação do dado até os relatórios finais é indispensável, pois a confiança no indicador está relacionada à segurança de que a informação obtida reflete uma realidade e não mera percepção não fundamentada. | Por fim, concluímos que para o SUS a utilização de Indicadores de Saúde é imprescindível, pois transmitem informações relevantes sobre os cenários, contribuem para a criação de novas políticas públicas e ajuste de prioridades, são ferramentas de monitoramento e avaliação dos serviços e intervenções de saúde e, mais do que nunca, seus resultados subsidiam o aporte financeiro para a manutenção dos serviços de saúde da APS. Mas, não podemos esquecer que a qualificação do processo, desde a captação do dado até os relatórios finais é indispensável, pois a confiança no indicador está relacionada à segurança de que a informação obtida reflete uma realidade e não mera percepção não fundamentada. | ||
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Edição das 18h11min de 17 de novembro de 2022
Índice
- 1 Apresentação
- 2 Histórico
- 3 Conceitos
- 4 Política Nacional de Regulação (PNR)
- 5 Indicadores de Saúde
- 6 Recursos Financeiros destinados à Implantação e/ou Implementação de Complexos Reguladores
- 7 Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC)
- 8 Sistema de Regulação (SISREG)
- 9 Programa de Capacitação
- 10 Tratamento Fora do Domicílio (TFD)
- 11 Contratação dos Serviços Complementares de Saúde
- 12 Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS)
- 13 Perguntas frequentes
- 14 Legislação
- 15 Referências
Apresentação
O presente guia eletrônico foi elaborado com o escopo de compartilhar com gestores públicos, profissionais da saúde, bem como demais interessados, conhecimentos e informações pertinentes ao tema da regulação da saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde. Conforme se verá a seguir, partiremos de um breve resgate do contexto histórico que antecedeu a publicação da Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde, no ano de 2008, para adentrarmos no conteúdo propriamente dito da política, além de propormos um elenco, juntamente com a respectiva conceituação, dos principais institutos e instrumentos que lhe dão efetividade e sobre os quais a Coordenação-Geral de Regulação Assistencial, área que se insere, regimentalmente, na Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde, dedica-se, diuturnamente, a compreender, fomentar e proporcionar, em cooperação com estados e municípios, concretude fática.
Histórico
Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, regulamentado pela Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990[1] , o Ministério da Saúde vem instituindo uma série de mecanismos e estratégias, mediante políticas de saúde, com o intuito de promover a melhor assistência aos cidadãos brasileiros e aos estrangeiros residentes no território nacional.
A década de 90 foi marcada pela construção e efetivação do SUS. Neste período, foram editadas diretrizes, denominadas Normas Operacionais Básicas do SUS (NOB-SUS), 91, 92, 93 e 96, com a finalidade de organizar o sistema, em conformidade ao estabelecido na lei 8.80/90. A cada edição de nova diretriz, o sistema ia sendo implementado, com vistas a descentralização da gestão para estados e municípios, fundamentada nos princípios doutrinários (universalidade, integralidade e equidade), e organizativos (descentralização e comando único, regionalização, hierarquização e controle social) do SUS.
A partir da extinção do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS), em 1993, as atribuições atinentes ao referido instituto foram incorporadas ao SUS, principalmente as atividades de controle, avaliação e auditoria. A época, o processo regulatório, no âmbito das diversas políticas públicas, nascia com a criação das Agências Reguladoras direcionadas a regulação de mercado. Somente no final da década de 90, mais precisamente em 1999, o setor saúde criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que se originou da antiga Secretaria de Vigilância Sanitária, órgão integrante da estrutura do Ministério da Saúde. E em 2000 instituída a Agência Nacional de Saúde Suplementar, originária do Departamento de Saúde Suplementar, componente da organização da então Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde.
Mesmo antes da criação da ANVISA e ANS, o tema regulação em saúde vinha sendo debatido, enfaticamente, no âmbito das instâncias gestoras do SUS, mas com foco no controle e auditoria exercida, principalmente sobre os prestadores privados contratados e conveniados do SUS. Porém, com a edição da Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 01/2001) [2] surgiu a primeira abordagem oficial sobre regulação assistencial ou regulação do acesso, extrapolando, assim, o contexto do controle, avaliação e auditoria, inclusive, destacando a central de regulação como o instrumento primordial para operacionalizar o processo de trabalho do acesso aos serviços de saúde.
Com a publicação da NOAS-SUS 01/2002[3], ocorre a implementação das diretrizes definidas na norma anterior, com ênfase na regionalização, no planejamento integrado e no fortalecimento da gestão descentralizada do SUS. A seguir, é editada a Portaria SAS nº 423, de 09 de julho de 2002[4] que aprova o detalhamento das atribuições básicas inerentes a cada nível do Governo referente ao controle, regulação e avaliação da Assistência à Saúde no SUS.
Em 2003, em virtude das diretrizes estabelecidas na NOAS-SUS 01/2002, foi criado, no âmbito da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS) o Departamento de Regulação Assistencial e Controle (DRAC) em substituição ao Departamento de Controle e Avaliação de Sistemas (DECAS) ampliando seu escopo de atuação, mediante a absorção de algumas atividades, até então desenvolvidas pelo Departamento de Descentralização da Gestão da Assistência (DDGA), entre outras a atribuição relativa a regulação assistencial.
A partir de então, a regulação do SUS passou a ser tema constante nas discussões inerentes a gestão descentralizada do sistema, juntamente com a regionalização o planejamento integrado ascendente, a contratação e a avaliação dos serviços dos serviços de saúde, cabendo a SAS/MS, por meio do DRAC/SAS/MS, apresentar uma proposta, com vistas a instituir uma política de regulação do SUS.
Nos anos seguintes, as instâncias gestoras do SUS continuaram a implementar as suas atribuições com o intento do sistema. Dessa maneira foi publicada a Portaria nº 399, de 22 de fevereiro de 2006[5] que Divulga o Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto. O Pacto pela Saúde 2006, era constituído por três componentes: Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS. A Regulação da Atenção e a Regulação Assistencial foram estabelecidas, com muita ênfase, fazendo parte do componente Pacto de Gestão do SUS, assim como, o financiamento para a respectiva operacionalização.
Com a finalidade de orientar os gestores para o fortalecimento da gestão descentralizada do SUS, foi editada a Portaria nº 699/GM/MS, de 30 de março de 2006[6]que regulamenta as Diretrizes Operacionais dos Pactos Pela Vida e de Gestão.
Nesse mesmo período foi publicado o Manual de Implantação de Complexos Reguladores (2006)[7], com o propósito de orientar os gestores na conformação da centrais de regulação e consequentemente os complexos reguladores.
E, ainda, fundamentado nas diretrizes definidas no ato administrativo do Pacto de Gestão do SUS, foi publicada a Portaria nº 204, de 29 de janeiro de 2007[8] que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle.
Com a argumentação que diversos estados e municípios já haviam implantados centrais de regulação, conforme orientações das NOAS 2001 e 2002, e com base nas diretrizes do pacto e na modalidade de financiamento estabelecido na portaria acima mencionada, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 1.571, de 29 de junho de 2007[9] que estabelece incentivo financeiro para implantação e/ou implementação de Complexos Reguladores.
Por fim, após inúmeras discussões, ocorridas no âmbito das três esferas de gestão do SUS tratando da necessidade da edição de um dispositivo sobre o tema regulação, foi homologada e publicada a Portaria nº 1.559, de 1º de agosto de 2008[10] que institui a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) a qual contextualiza, de forma abrangente, a concepção de Regulação de Sistemas de Saúde, Regulação da Atenção à Saúde e Regulação do Acesso a Assistência ou Regulação Assistencial.
A publicação e divulgação da Política Nacional de Regulação do SUS, estimulou os estados e municípios estruturarem as ações de regulação, como importante ferramenta no processo da gestão descentralizada do SUS. Diante desse momento em que estados e munícipios procuravam organizar, ou mesmo, implementar as ações regulatórias com o fito de qualificar o acesso dos usuários aos serviços de saúde, o Ministério da Saúde promoveu, oportunamente, apoio financeiro por meio da edição da Portaria nº 2.907, de 23 de novembro de 2009[11] que dispõe sobre o financiamento para a implantação e/ou implementação de Complexos Reguladores e informatização das Unidades de Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, como forma de incentivar, ainda mais, as gestões estaduais e municipais para o fortalecimento da assistência dispensada à população.
Em continuidade ao processo de consolidação do SUS, e como resultado de um grande acordo tripartite envolvendo Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS, foi publicada a Portaria nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010[12], que estabelece diretrizes para organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS), no âmbito do SUS no qual consta a seguinte conceituação das RAS: “São arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado”. No processo de implantação das RAS, entre outros aspectos, é enfatizado como de grande relevância a criação de sistema de regulação e governança para funcionamento da rede.
O Decreto 7.508, editado em 2011[13], que regulamenta a Lei 8.080/90, fortalece, ainda mais, a necessidade de uma regulação efetiva, discutida e homologada no âmbito das Comissões Intergestores (CIT, CIB e CIR). E, considerando o estabelecido no referido decreto foi publicada a Portaria nº 1.792, de 22 de agosto de 2012[14] que institui incentivo financeiro de custeio destinado às Centrais de Regulação organizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). E a seguir, a Portaria nº 2.923, de 28 de novembro de 2013[15] que institui incentivo financeiro de investimento para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes e de custeio para reforma, destinados à implantação e/ou implementação de Centrais de Regulação de Consultas e Exames e Centrais de Regulação de Internações Hospitalares de que trata a Portaria nº 1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008[10], e implementação de Unidade Solicitante no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conceitos
Para efeito deste guia, considera-se:
Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS.
Rede de Atenção à Saúde é definida como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado. Sugiro usar o conceito da Portaria das RAS, acho mais completo.
Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.
Classificação de Risco - processo sistemático, que identifica e classifica a necessidade do usuário, baseado em critérios ou protocolos previamente estabelecidos, considerando o potencial de risco, agravos à saúde, grau de sofrimento e vulnerabilidade.
Complexo Regulador - forma de organização das ações de regulação do acesso, sendo composto pelo conjunto articulado de estruturas operacionais, denominadas centrais de regulação, que podem estar organizadas em Central de Regulação Ambulatorial, Central de Regulação Hospitalar e Central de Regulação das Urgências.
Critérios de Encaminhamento - padrões estabelecidos com objetivo de referenciar os usuários para outros serviços e/ou níveis de atenção, conforme organização da RAS.
Fluxos de Acesso - desenho do acesso às ações e serviços de saúde, pactuados no território, com base nas necessidades da população e na organização da RAS.
Gestão da Clínica - práticas assistenciais e gerenciais, com a finalidade de melhorar a qualidade da atenção e construir práticas clínicas eficazes e com menos riscos ao usuário e aos profissionais, sendo desenvolvidas a partir da caracterização do perfil do usuário e por meio da gestão de recursos, corresponsabilização das equipes e avaliação de indicadores assistenciais.
Fila de espera - processo ativo e dinâmico que organiza, prioriza e monitora a relação dos usuários que necessitam de um mesmo atendimento, considerando a classificação de risco e os critérios de encaminhamento, de acordo com os protocolos de regulação e a gestão do cuidado.
Leito de Retaguarda - refere-se ao leito específico (de UTI, enfermaria clínica e cuidados prolongados), dedicado às portas de entrada de urgência, que possui o suporte necessário para os usuários com indicação do cuidado definida e/ou com necessidade de internação para continuidade da assistência.
Núcleo Interno de Regulação (NIR)[16] - estrutura operacional de regulação da unidade hospitalar, que atua na interface com as centrais de regulação, executando práticas de regulação em seu âmbito, entre outras competências definidas na Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP).
Oferta - quantidade de ações e serviços de saúde disponíveis no território, em determinado espaço de tempo.
Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário do SUS, tais como os serviços de atenção primária, de atenção às urgências e emergências, de atenção psicossocial e os serviços especiais de acesso aberto.
Práticas de Regulação - atividades articuladas entre as estruturas operacionais de regulação e os pontos de atenção da RAS, de modo a definir, organizar e acompanhar o fluxo dos usuários e o acesso às ações e serviços de saúde.
Protocolo de Regulação do acesso - conjunto de diretrizes destinado a subsidiar a organização do processo de regulação, promovendo a utilização adequada e racional das ações e serviços de saúde, nos diversos níveis de atenção, sendo composto por critérios de encaminhamento, classificação de risco, fluxo de acesso e outros instrumentos, de acordo com a necessidade local.
Política Nacional de Regulação (PNR)
O grande objetivo e desafio da regulação em saúde é proporcionar o cuidado adequado em tempo oportuno aos usuários do Sistema Único de Saúde, tendo como base os princípios que norteiam o SUS, quais sejam, a universalidade, a equidade e a integralidade.
Podemos citar vários instrumentos que compõe ou subsidiam o processo de regulação em saúde: Programação,| Contratação de Serviços de Saúde e Processamentos dos Sistemas,| Informação Ambulatorial [17] e | Sistema de Informação Hospitalar [18], | Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde [19], e Auditoria Assistencial.
A Política Nacional de Regulação (PNR) regulamentada pela Portaria MS/GM nº 1.559, de 1º de agosto de 2008, hoje consolidada na Portaria de Consolidação nº 2, de 27 de setembro de 2017, em seu anexo XXVI[10], estabelece ações organizadas em três dimensões de atuação necessariamente integradas entre si:
I - Regulação de Sistemas de Saúde: tem como objeto os sistemas municipais, estaduais e nacional de saúde, e como sujeitos seus respectivos gestores públicos, definindo a partir dos princípios e diretrizes do SUS, macrodiretrizes para a Regulação da Atenção à Saúde e executando ações de monitoramento, controle, avaliação, auditoria e vigilância desses sistemas;
II - Regulação da Atenção à Saúde: exercida pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, conforme pactuação estabelecida no Termo de Compromisso de Gestão do Pacto pela Saúde: tem como objetivo garantir a adequada prestação de serviços à população e seu objeto é a produção das ações diretas e finais de atenção à saúde, estando, portanto, dirigida aos prestadores públicos e privados, e como sujeitos seus respectivos gestores públicos, definindo estratégias e macrodiretrizes para a Regulação do Acesso à Assistência e Controle da Atenção à Saúde, também denominada de Regulação Assistencial e controle da oferta de serviços executando ações de monitoramento, controle, avaliação, auditoria e vigilância da atenção e da assistência à saúde no âmbito do SUS; e
III - Regulação do Acesso à Assistência: também denominada regulação do acesso ou regulação assistencial, tem como objetos a organização, o controle, o gerenciamento e a priorização do acesso e dos fluxos assistenciais no âmbito do SUS, e como sujeitos seus respectivos gestores públicos, sendo estabelecida pelo complexo regulador e suas unidades operacionais e esta dimensão abrange a regulação médica, exercendo autoridade sanitária para a garantia do acesso baseada em protocolos, classificação de risco e demais critérios de priorização.
Conforme prevê a Política Nacional de Atenção Básica, o ordenamento da Rede de Atenção à Saúde (RAS) deverá ser realizada pela atenção básica, a qual deverá acompanhar todo o percurso do usuário na RAS. Algumas experiências exitosas dos territórios demonstram que a descentralização de algumas ofertas assistências para a gestão da atenção básica, mediada por uso de protocolos de regulação e monitoramento/avaliação da Central de Regulação possibilitou uma responsabilização dos atores (profissionais) e uma melhor resposta ao usuário referente ao cuidado adequado em tempo oportuno. Devemos considerar que aqueles recursos assistências escassos e estratégicos do território deverão estar na gestão da Central de regulação, visando a otimização dos recursos.
A regulação intermunicipal com toda sua complexidade (grades de referências, fluxos e/ou critérios de encaminhamento, valores físicos/financeiros) deverá ser pactuada nas Comissões Intergestores correspondente (CIR e/ou CIB), conforme previsto no Decreto 7.508/2011 [13].
Regulação do Acesso à Assistência
A regulação da assistência, voltada para a disponibilização da alternativa assistencial mais adequada à necessidade do cidadão, de forma equânime, ordenada, oportuna e qualificada, deverá ser realizada pela atenção primária, a qual deverá acompanhar todo o percurso do usuário na RAS.
Quanto aos procedimentos escassos e estratégicos deverão ser regulados por meio da Central de Regulação e/ou complexos reguladores que congreguem unidades de trabalho responsáveis pela regulação das urgências, consultas, leitos e outros que se fizerem necessários. Clique para conhecer os fluxos de processo de regulação
Complexo Regulador
O Complexo Regulador é composto por Centrais de Regulação, as quais possuem papel fundamental no desempenho das atividades assistenciais, utilizando, para tanto,protocolos de acesso e sistemas informatizados, com vistas ao manejo adequado e eficiente das informações e dados referentes à regulação. Clique aqui para saber mais...
Como Elaborar Protocolo de Regulação do Acesso
Com a finalidade de nortear o gestor de saúde, na elaboração do Protocolo de Regulação do Acesso, foi desenvolvido guia contendo informações necessárias para a construção do protocolo, utilização, validação e atualização. Clique aqui para saber mais...
Gestão da Fila de Espera
Conceitualmente, a fila de espera ocorre sempre que a procura por determinado serviço é maior que a capacidade do sistema de prover os serviços. Portanto, a fila de espera é composta, por usuários que aguardam o mesmo procedimento ou serviço de saúde cuja demanda é maior que a oferta. Clique aqui para saber mais...
Absenteísmo no Sistema Único de Saúde (SUS)
O absenteísmo é identificado em diversos contextos, sendo definido, no setor saúde, como a falha no atendimento ou o não atendimento do usuário nos serviços de saúde. E, ainda, o absenteísmo de usuários consiste no ato de não comparecer às consultas e/ou aos procedimentos agendados, sem qualquer comunicação prévia ao local de realização. Clique aqui para saber mais...
Indicadores de Saúde
Antes da criação Sistema Único de Saúde (SUS), os indicadores já subsidiavam as diversas tomadas de decisão do setor saúde. Contudo, a partir da década de 90, com a edição da Lei Orgânica 8.080, que regulamentou o Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecido pela Constituição Federal de 1988, os indicadores foram implementados e passaram a ser utilizados de forma mais efetiva, principalmente na elaboração do Plano Nacional de Saúde (PNS).
Com a descentralização da gestão do SUS para Estados, Distrito Federal e Municípios, que ocorreu a partir da edição da Norma Operacional Básica (NOB-SUS) 01/93, o Ministério da Saúde vislumbrou a necessidade de aprimorar as informações e desenvolver novos parâmetros. Para isso, em 1996, o Ministério da Saúde celebrou termo de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que instituiu a Rede Interagencial de Informação para a Saúde (RIPSA) com o objetivo de produzir e tornar disponíveis informações qualificadas e oportunas para a formulação, gestão e avaliação de políticas e ações públicas do setor saúde.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) define Indicadores de Saúde como sinalizadores que contêm informações relevantes sobre atributos e desempenho do sistema de saúde.
No âmbito do SUS, os Indicadores de Saúde devem ser utilizados na elaboração dos vários processos de gestão dos sistemas de saúde, tais como: Planejamento, Programação, Regulação, Contratualização, Controle, Avaliação, Auditoria, Sistemas de Informação e Financiamento das ações e serviços de saúde. Para a construção de um indicador deve ser definido: o nome, sua fórmula de cálculo (denominador e numerador), tipo do indicador (taxa, índice, percentual, número absoluto, razão simples entre outros), a fonte de informação que o dado será obtido, a metodologia (retrospectivo, prospectivo, transversal), a amostra, o responsável pelo indicador, a frequência de obtenção de informações no período determinado e o objetivo ou meta a ser alcançado. Na saúde pública, os indicadores são classificados em demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade e fatores de risco, recursos e cobertura. A partir destas definições, podemos sintetizar o escopo dos indicadores em: Conceituação; Interpretação; Uso e limitações; Fonte de dados; e Método de cálculo.
Demográficos - Medem a distribuição de fatores determinantes da situação de saúde relacionados à dinâmica populacional na área geográfica referida;
Ex.: Índice de envelhecimento; Taxa de fecundidade; Taxa bruta de natalidade, Taxa bruta de mortalidade; Taxa de crescimento da população.
Socioeconômicos - Medem a distribuição dos fatores determinantes da situação de saúde relacionados ao perfil econômico e social da população residente na área geográfica referida;
Ex.: Taxa de desemprego; Taxa de trabalho infantil; Taxa de analfabetismo.
Mortalidade - Informam a ocorrência e distribuição das causas de óbito no perfil da mortalidade da população residente na área geográfica referida;
Ex.: Taxa de mortalidade infantil; Taxa de mortalidade neonatal; Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas; Taxa de mortalidade específica por doenças do aparelho circulatório; Taxa de mortalidade específica por AIDS.
Morbidade - Informam a ocorrência e distribuição de doenças e agravos à saúde na população residente na área geográfica referida;
Ex.: Taxa de incidência de AIDS; Taxa de incidência de Tuberculose; Taxa de incidência de Dengue; Taxa de detecção de Hanseníase; índice parasitário anual de Malária.
Fatores de Risco e de Proteção - Medem os fatores de risco (por ex. tabaco, álcool), e/ou proteção (por ex. alimentação saudável, atividade física, aleitamento) que predispõe a doenças e agravos ou protegem das doenças e agravos;
Ex.: Número de profissionais de saúde por habitante; Número de leitos hospitalares por habitante; Número e leitos hospitalares SUS por habitante; Gasto público com saúde per capita.
Recursos - Medem a oferta e a demanda de recursos humanos, físicos e financeiros para atendimento às necessidades básicas de saúde da população na área geográfica referida;
Cobertura - Medem o grau de utilização dos meios oferecidos pelo setor público e pelo setor privado para atender às necessidades de saúde da população na área geográfica referida.
Ex.: Número de consultas médicas SUS por habitante; Número de internações hospitalares SUS por habitante; Proporção de partos hospitalares; Proporção de partos cesáreos.
A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados em sua formulação (frequência de casos, tamanho da população em risco) e da precisão dos sistemas de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados). A validade de um indicador, por sua vez, é determinada por sua sensibilidade (capacidade de detectar o fenômeno analisado), especificidade (capacidade de detectar somente o fenômeno analisado), mensurabilidade (basear-se em dados disponíveis ou fáceis de conseguir), relevância (responder a prioridades de saúde) e custo-efetividade (os resultados justificam o investimento de tempo e recursos).
Os Indicadores de Saúde são medidas informativas representadas mediante proporções, índices, coeficientes ou taxas, que são utilizadas para descrever, analisar ou relacionar determinantes e ao estado de saúde de uma determinada população determinantes ao estado de saúde. Podemos também realizar uma avaliação em relação a metas, objetivos, causas e tendências dos indicadores, colaborando assim para o planejamento e gerenciamento em saúde. Sendo assim, o uso de indicadores para a análise do desempenho institucional é ferramenta para o desenvolvimento de uma gestão eficiente e comprometida com resultados, uma vez que auxilia a tomada de decisões e contempla importantes itens relacionados ao desempenho dos recursos humanos que executam a assistência ao paciente. A interpretação conjunta dos Indicadores de Saúde ajuda os especialistas a refletirem sobre a situação sanitária de uma população ou comunidade e serve para subsidiar a criação de políticas públicas, de maneira a aperfeiçoar o sistema de saúde.
Os Indicadores de Saúde são usados para prever desfechos do estado de saúde de uma população (predição) ou de um grupo de pacientes (prognóstico). Estes indicadores são usados para mensurar o risco e o prognóstico individual, bem como a predição da carga de morbidade em grupos da população.
Os itens abaixo relacionados são utilizados para a avaliar e classificar os indicadores de saúde:
- Validade - validar a informação do estudo utilizado na determinação do indicador. Esse critério também se refere à necessidade de informações atualizadas, que acompanhem as mudanças da população.
- Confiabilidade - o dado utilizado no indicador precisa ser confiável, ou seja, preciso e mensurado de forma correta.
- Cobertura - quanto maior a cobertura dos números obtidos, mais chances de o indicador demonstrar números reais que representam a maioria da população.
- Aspectos éticos - os estudos realizados para implementação de indicadores de saúde devem seguir padrões éticos, sem causar qualquer dano às pessoas envolvidas.
- Aspectos administrativo - o último critério diz respeito à facilidade da obtenção dos dados da viabilidade de fontes fidedignas priorizando a utilização dos indicadores de menor custo operacional.
Principais vantagens dos Indicadores para a Gestão
- >Obter informações que auxiliam as tomadas de decisão;
- >Contribuir com planejamentos estratégicos;
- >Distribuir e fazer um melhor uso dos recursos;
- >Evitar e eliminar erros;
- >Melhoria contínua no processo de trabalho.
Atualmente, a RIPSA desenvolve os seguintes subconjuntos temáticos de indicadores: Demográficos; Socioeconômicos; Mortalidade; Morbidade e Fatores de Risco; Recursos; e de Cobertura. A produção de cada indicador é de responsabilidade da instituição-fonte, visto melhor identificar-se com o tema. Além disso, devem ser atualizados continuamente.
Desse modo podemos exemplificar:
- Taxa de crescimento da população- Esse indicador demonstra o ritmo de crescimento populacional e é influenciado pela dinâmica da natalidade, mortalidade e das migrações.
- A mensuração da taxa de crescimento da população é realizada com o objetivo de analisar as variações geográficas e temporais do crescimento populacional; realizar estimativas e projeções populacionais para períodos curtos; além de subsidiar os processos de gestão e avaliação das políticas públicas específicas como, por exemplo, a previsão de recursos, atualização de metas etc.
- Proporção de idosos na população - Também é um indicador importante para a gestão da saúde pública, já que os idosos fazem parte de um grupo que necessita de um volume assistencial considerável. O acompanhamento dessa métrica permite que ações de prevenção e aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam realizadas.
- Taxa de mortalidade - O Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em 1975, e passou a ser informatizado em 1979. O sistema é resultado da unificação de mais de 40 modelos de instrumentos utilizados, ao longo dos anos, para coletar dados sobre a mortalidade no país.
- O SIM possui variáveis que permitem, a partir da causa mortis atestada pelo médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas que contribuem para a eficiência da gestão em saúde. Porém, com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) e da gestão descentralizada, a atribuição da coleta de dados foi repassada aos estados e municípios, por intermédio das respectivas Secretarias de Saúde. Na esfera Federal, sua gestão está atrelada à Secretaria de Vigilância em Saúde.
Ainda, devemos trabalhar os seguintes indicadores:
- Indicador de Efetividade - Mensura se os objetivos propostos foram alcançados, uma vez que a efetividade nada mais é do que a junção da eficácia com a eficiência.
- Indicador de Eficácia - Mede o grau de atingimento dos resultados. Ou seja, o foco é na realização e não nos recursos gastos para chegar a tal resultado. Sendo assim, indicador de eficácia tem fulcro no produto e no resultado obtido e está diretamente relacionado à satisfação dos clientes. Justamente por isso é que se relaciona mais com questões como atendimento, satisfação, pontualidade, confiabilidade e outros.
- Indicador de eficiência - Esse indicador também avalia a utilização de recursos. A ideia é produzir o máximo possível com menos recursos. Esse indicador mede desperdício, acúmulo de perdas, horas trabalhadas em um projeto.
- Indicadores de Saúde que podem facilitar a gestão hospitalar ou clínica:
- Tempo médio de internação no hospital
- A partir desse indicador, será possível calcular o quanto cada paciente utiliza, em média, desde equipamentos até refeições fornecidas pelo hospital. O tempo médio de internação traz melhor clareza também para a gestão de gastos e de recursos humanos, além da possibilidade de se discutir melhorias.
- Número de altas
- Esse indicador está ligado ao tempo médio de internação. Quando estimado o período de um mês, por exemplo, é possível comparar os números para uma maior organização, sabendo também quantos leitos ficam livres em média.
- Reinternação em um período
- Importante para medir a qualidade do serviço prestado. Medir a reinternação auxilia na preservação da imagem dos hospitais. É considerada uma reinternação, quando o paciente retorna ao hospital, devido ao mesmo problema, antes de se passarem 30 dias de sua alta.
- Satisfação dos colaboradores
- Como o serviço médico requer muito contato humano e uma fala empática, é fundamental que a satisfação dos colaboradores também seja medida. Portanto, mediante pesquisas internas é possível determinar ações que melhoram a relação de toda equipe com o trabalho, aprimorando, por consequência, o atendimento dispensado ao paciente.
Por fim, concluímos que para o SUS a utilização de Indicadores de Saúde é imprescindível, pois transmitem informações relevantes sobre os cenários, contribuem para a criação de novas políticas públicas e ajuste de prioridades, são ferramentas de monitoramento e avaliação dos serviços e intervenções de saúde e, mais do que nunca, seus resultados subsidiam o aporte financeiro para a manutenção dos serviços de saúde da APS. Mas, não podemos esquecer que a qualificação do processo, desde a captação do dado até os relatórios finais é indispensável, pois a confiança no indicador está relacionada à segurança de que a informação obtida reflete uma realidade e não mera percepção não fundamentada.
Exemplos de cálculo de Indicadores de Saúde:
- a) TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL
É número de óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano/período considerado.
| nº de óbitos de residentes com menos de um ano de idade X 1.000 |
| nº total de nascidos vivos de mães residentes |
- b) PROPORÇÃO DE NASCIDOS VIVOS DE MÃES COM 7 OU MAIS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL
É o percentual de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de acompanhamento pré-natal, no total de nascidos vivos, em determinado espaço geográfico, no ano/período considerado.
| nº de nascidos vivos de mães residentes, com sete ou mais consultas de pré-natal X 100 |
| nº total de nascidos vivos de mães residentes |
- c) TAXA DE INTERNAÇÃO POR AVC
É o número de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na faixa etária de 40 anos e mais por local de residência. Esta informação é obtida a partir dos arquivos da AIH.
| nº de internações por AVC(proc. selecionados), na faixa etária 40 anos e mais X 10.000 |
| população de 40 anos e mais |
- d) COBERTURA VACINAL TETRAVALENTE (DTP/HIB)
Para a tetravalente (DTP/Hib), considera-se o número de terceiras doses aplicadas na faixa etária de menores de 1 ano.
| nº de pessoas, menores de 1 ano, c/ esquema básico completo p/vacina Tetravalente X 100 |
| população total desta mesma faixa etária |
- e) TAXA DE INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE
É o número de casos novos confirmados de tuberculose (todas as formas), por 100 mil habitantes, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
| nº de casos novos de tuberculose (todas as formas) confirmados em residentes X 100.000 |
| população total residente |
Referências
- Rede Interagencial de Informações para a Saúde – RIPSA. Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: conceitos e aplicações. 2.ed. Brasília: OPAS, 2008.
- LAURENTI, Ruy et. al. Estatísticas de Saúde. 2.ed. São Paulo: E.P.U., 2005.
- EMÍDIO, L.F. et al. Gestão de qualidade dos processos assistenciais e acreditação hospitalar. Universidade Católica de Brasília.
- CARVALHO, A. I. de; BUSS, P. M. Determinantes sociais na saúde, na doença e na intervenção. In: GIOVANELLA, L. et al. (ed.). Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2012. p. 121-142.
- FRANCO, JLF. Sistemas de Informação. Indicadores de Saúde. UNA-SUS UNIFESP.
- ALMEIDA, GM et al. Influência do monitoramento de indicadores e informações de saúde bucal no desempenho das equipes de saúde bucal em estado Amazônico. 2020.
Recursos Financeiros destinados à Implantação e/ou Implementação de Complexos Reguladores
Portaria GM/MS 1.571/2007 Com o intuito de viabilizar a implantação e a implementação de Complexos Reguladores, bem como a necessidade de estabelecer critérios para a aplicação de recursos financeiros de investimento para a finalidade acima referenciada, o Ministério da Saúde editou a Portaria GM/MS 1.571, de 29 de junho de 2007 [9], que disponibilizou o montante de R$ 36.982.257,19 a estados, o Distrito Federal e municípios, mediante apresentação de projeto e qualificação, por meio de portaria publicada pelo Ministério da Saúde. Clique para o detalhamento
Portaria GM/MS 2.907/2009 Com o objetivo de dar continuidade ao processo de implantação e implementação de Complexos Reguladores, e tendo em vista a necessidade de informatizar as unidades de saúde, que deveriam estar aptas a se conectar com as centrais de regulação, o Ministério da Saúde editou a Portaria GM/MS 2.907, de 23 de novembro de 2009[11], por meio da qual disponibilizou o montante de R$ 161.618.321,32 a estados, o Distrito Federal e municípios, ação formalizada por meio de portarias publicadas pelo Ministério da Saúde. Clique para o detalhamento
Portaria GM/MS 2.923/2013 Considerando a necessidade de estruturação das Centrais de Regulação do Acesso para garantia de acesso adequado e oportuno dos usuários a ações e serviços de saúde, o Ministério editou a Portaria GM/MS 2.923, de 28 de novembro de 2013[15], que institui o incentivo financeiro de investimento para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes e de custeio para reforma, destinados à implantação e/ou implementação de Centrais de Regulação de Consultas e Exames e Centrais de Regulação de Internações Hospitalares de que trata a Portaria nº 1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008, e implementação de Unidade Solicitante no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e, além disso, revoga a Portaria nº 2.907/GM/MS, de 23 de novembro de 2009, publicada no Diário Oficial da União nº 224, Seção 1, do dia seguinte, p. 49.
É importante destacar que a Portaria GM/MS 2.923/2013 foi revogada pela Portaria GM/MS 3.065, de 20 de julho de 2022, tendo sido disponibilizado, por seu intermédio, até o exercício de 2020, a Estados e Municípios o montante de R$ 11.568.404,63 para aplicação de recursos nas finalidades descritas em seu texto. Clique para o detalhamento
Portaria GM/MS nº 1.792/2012 Visando contribuir com o funcionamento e a manutenção das Centrais de Regulação, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS 1.792/2012, de 22 de agosto de 2013, incorporada à Portaria de Consolidação nº 6, de 28 de setembro de 2017, Título III, Capítulo II, Seção X [14], que institui o incentivo financeiro de custeio para as Centrais de Regulação de Consultas e Exames e Centrais de Regulação de Internações Hospitalares de que trata a Portaria nº 1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A mencionada Portaria, ainda em vigor, propiciou a disponibilização, a estados e municípios, entre o período compreendido entre 2012 a 2020, do montante anual de R$ 35.602.200,00. Ressalta-se que a transferência do recurso é realizada pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), o qual direciona os valores devidos para os Fundos de Saúde estaduais, distrital e municipais, de forma mensal e regular.
Em atenção aos termos da Portaria de consolidação supracitada, foi realizado o monitoramento e a avaliação do cumprimento dos compromissos firmados pelos gestores, no âmbito das propostas até o momento aprovadas, para o recebimento de incentivo financeiro de custeio, fato que resultou na suspensão da transferência do recurso para os entes que não comprovaram a integralidade da execução dos compromissos assumidos. Clique para o detalhamento
Painel de Repasse Financeiro das Centrais
Painel de Monitoramento das Portarias de Incentivo Financeiro
Como Requerer Recurso Financeiro de Investimento e Custeio
Para fazer jus ao recurso financeiro disponibilizado por meio da Portaria GM/MS 1.792/2012 (Portaria de Consolidação nº 6, de 28 de setembro de 2017, Título III, Capítulo II, Seção X, artigo 354, pg. 588), o ente federado deverá preencher seu respectivo formulário, segue os links:
Formulário de adesão ao custeio/ Portaria 1.792/2012- Central de Regulação Ambulatorial e Hospitalar
Formulário de adesão ao custeio/ Portaria 1.792/2012- Central de Regulação Hospitalar
Formulário de adesão ao custeio/ Portaria 1.792/2012- Central de Regulação Ambulatorial
Que será analisado pela equipe técnica da Coordenação-Geral de Regulação e Avaliação (CGRA/DRAC), em conformidade com o estabelecido no instrumento normativo acima referenciado.
Monitoramento do Cumprimento dos Compromissos Assumidos pelo Gestor Referente ao Custeio das Centrais de Regulação
Segundo a doutrina,
"monitoramento consiste no acompanhamento contínuo, cotidiano, por parte de gestores e gerentes, do desenvolvimento dos programas e políticas em relação a seus objetivos e metas. É uma função inerente à gestão dos programas, devendo ser capaz de prover informações sobre o programa para seus gestores, permitindo a adoção de medidas corretivas para melhorar sua operacionalização. É realizado por meio de indicadores, produzidos regularmente com base em diferentes fontes de dados, que dão aos gestores informações sobre o desempenho de programas, permitindo medir se objetivos e metas estão sendo alcançados."(VAITSMAN, et al., 2006, p. 21)[20].
A Portaria de Consolidação nº 6/2017, em seu Título III, Capítulo II, Seção X, artigo 365 [14] estabelece que o monitoramento e a avaliação do cumprimento dos compromissos firmados pelos gestores nas propostas aprovadas ficarão a cargo da Coordenação-Geral de Regulação Assistencial (CGRA/DRAC/SAS/MS).
Objetivando monitorar e avaliar o cumprimento dos compromissos firmados pelos gestores, nas propostas aprovadas para recebimento de incentivo financeiro de custeio, destinado às Centrais de Regulação, nos termos da Portaria de Consolidação nº. 6/2017, foi elaborado um questionário, o qual foi enviado aos entes públicos contemplados pelos recursos.
Aos entes, coube a tarefa de comprovar a observação integral dos compromissos descritos nos artigos 358 e 359 da Portaria de Consolidação nº. 6, sendo competência da Coordenação-Geral de Regulação Assistencial (CGRA/DRAC/SAES/MS), unidade integrante do Departamento de Regulação Assistencial e Controle (DRAC/SAES/MS), monitorar e avaliar o cumprimento dos mencionados requisitos, conforme estabelecido no artigo 365.
Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC)
A Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC), conforme disposto na Portaria de Consolidação nº 2/2017 (Anexo 1, do anexo XXVI) [10], tem como finalidade intermediar a referência interestadual de pacientes que necessitam de Assistência de Alta Complexidade, em caráter eletivo, nas circunstâncias em que inexista, no Estado de origem, serviços habilitados pelo Ministério da Saúde capazes de realizar o atendimento que se pretende.
É importante destacar que apenas fazem parte do elenco da CNRAC os procedimentos contemplados na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses e Próteses do Sistema Único de Saúde, popularmente conhecida como "Tabela SUS", com o atributo CNRAC, os quais estão restritos às especialidades de cardiologia, neurologia, oncologia e ortopedia.
Outras demandas de alta complexidade que necessitem de referências interestaduais, em especial as situações de urgência, que não são escopo de atuação da CNRAC, devem ser objeto de pactuação entre as secretarias de saúde estaduais.
A operacionalização da CNRAC é de responsabilidade do Ministério da Saúde, sendo exercida pela Coordenação Geral de Regulação Assistencial (CGRA/DRAC/SAES/MS), subordinada ao Departamento de Regulação Assitencial e Controle (DRAC/SAES/MS), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES/MS).
Para obter mais informações acerca da CNRAC, clique aqui
Sistema de Regulação (SISREG)
O SISREG é um software desenvolvido pelo Ministério da Saúde e oferecido, gratuitamente, a estados e municípios com vistas a possibilitar a operacionalização das centrais de regulação. A utilização do SISREG não é de uso compulsório, portanto, estados e municípios podem desenvolver ou adquirir outros sistemas para essa finalidade, bem como interligar o SISREG a sistemas locais.
Para obter mais informações acerca do SISREG, clique aqui
Programa de Capacitação
O programa de capacitação, instituído pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo formar quadros estratégicos e gerenciais no âmbito do SUS, bem como promover a eficiência na área da regulação, contribuindo, assim, para o aprimoramento da entrega de serviços de saúde à população.
É importante destacar, ademais, que a capacitação dos profissionais tem como objeto ampliar o protagonismo na implementação das ferramentas que contribuem para a organização e integração dos sistemas de saúde e que integram as normas e dispositivos legais referentes à regionalização da saúde no SUS, contribuindo para a melhoria do acesso às necessidades de saúde, com qualidade e segurança.
Ressalta-se que o material didático e metodológico preparado para instruir, principalmente, as equipes de Regulação, Controle e Avaliação de estados e municípios, está em fase final de revisão e tão logo esteja pronto será disponibilizado aos interessados.
Vale destacar que está disponível o caderno do Curso Básico de Regulação do SUS, edição 2016, e o material utilizado no Programa de Qualificação de Profissionais de Regulação do SUS, disponível no acervo da UNA-SUS.
Acesse aqui o caderno do Curso Básico de Regulação do Sistema Único de Saúde - SUS
Acesse abaixo os materiais dos cursos do Programa de Qualificação de Profissionais de Regulação do SUS.
- |Curso 1 – Introdução à Regulação no SUS
- |Curso 2 – Regulação nas Redes de Atenção à Saúde
- |Curso 3 – Regulação do Acesso Ambulatorial
- |Curso 4 – Regulação da Assistência Hospitalar
- |Curso 5 – Regulação das Urgências
Tratamento Fora do Domicílio (TFD)
O Tratamento Fora do Domicílio (TFD), instituído por meio da Portaria SAS/MS nº 55/1999 [21], consiste em ajuda de custo a ser fornecida aos pacientes atendidos na rede pública ou conveniada/contratada do SUS que dependam de tratamento fora de seu domicílio, mediante garantia de atendimento no município de referência. Clique aqui para saber mais...
Conheça mais sobre o Painel de produção extraído do SIA/SUS/TFD
Contratação dos Serviços Complementares de Saúde
Como estratégia para apoiar os gestores públicos na formalização dos instrumentos contratuais, pressupostos para a viabilização da participação complementar da iniciativa privada na execução de ações e serviços de saúde e no credenciamento de prestadores de serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde editou a Portaria GM/MS nº 2.567/2016, consolidada na Portaria de Consolidação nº 1, de 28 de setembro de 2017, Título VI, Capítulo I [22], bem como, elaborou o Manual de Orientações para Contratação dos Serviços de Saúde.
Para obter mais informações acerca da contratação de serviços complementares, clique aqui
Acesse aqui o Painel dos estabelecimentos que atendem ao SUS
Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS)
O Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS) originou-se do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares (PNASH), desenvolvido a partir de 1998. Em 2004, o Departamento de Regulação Assitencial e Controle (DRAC/SAES/MS), em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), ampliou o escopo do PNASH, possibilitando a avaliação da totalidade dos estabelecimentos de atenção especializada e dando origem ao PNASS.
O programa nasce com o objetivo de avaliar a totalidade dos estabelecimentos de atenção especializada em saúde, ambulatoriais e hospitalares, contemplados com recursos financeiros provenientes de programas, políticas e incentivos do Ministério da Saúde, quanto às seguintes dimensões: estrutura, processo, resultado, produção do cuidado, gerenciamento de risco e a satisfação dos usuários em relação ao atendimento recebido.
O instrumento avaliativo do PNASS é de domínio público e pode ser utilizado por qualquer secretaria de saúde para avaliação ampliada de suas unidades de saúde. Além disso, o Departamento de Regulação Assistencial e Controle (DRAC/SAES/MS) também disponibiliza apoio técnico para aplicação do instrumento de avaliação pela gestão municipal e estadual do SUS.
Portaria PNASS, Portaria GM/MS nº 28, de 8 de janeiro de 2015. [23]
Acesse aqui o Manual do PNASS
Acesse aqui a Relação de Estabelecimentos de Saúde Avaliados- PNASS 2015/2016
Acesse aqui os Resultados da Avaliação - PNASS 2015/2016
Perguntas frequentes
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Legislação
Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990[1] - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
Decreto 7.508, de 28 de junho de 2011[13] - Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências.
Portaria GM/MS 2.923, de 28 de novembro de 2013[15]- Institui incentivo financeiro de investimento para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes e de custeio para reforma, destinados à implantação e/ou implementação de Centrais de Regulação de Consultas e Exames e Centrais de Regulação de Internações Hospitalares de que trata a Portaria nº 1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008, e implementação de Unidade Solicitante no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Portaria de Consolidação nº 1, de 28 de setembro de 2017[22] (Título III, Capítulo I, artigos 128 a 139 - Origem: Portaria GM/MS nº 2.567/2016) - Dispõe sobre a participação complementar da iniciativa privada na execução de ações e serviços de saúde e o credenciamento de prestadores de serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).
Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017[10] (Anexo XXVI, Capítulo I, artigos 1 a 11 - Origem: Portaria GM/MS 1.559/2008) - Institui a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017[10] (Anexo XXVI, Capítulo I, Anexo I, artigos 1 a 3 - Origem: Portaria GM/MS 2.309/2001) - Institui, no âmbito da Secretaria de Assistência à Saúde/SAS, a Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade/CNRAC, com o objetivo de coordenar a referência interestadual de pacientes que necessitem de assistência hospitalar de alta complexidade.
Portaria de Consolidação n° 5, de 28 de setembro de 2017[24] (Capítulo VIII, artigos 855 a 862- Origem: Portaria GM/MS 28/2015) - Reformula o Programa Nacional de Avaliação de Serviços de Saúde (PNASS).
Portaria de Consolidação n° 6, de 28 de setembro de 2017[14] (Título III, Capítulo II, Seção X, artigos 354 a 368 – Origem: Portaria GM/MS nº 1.792/2012 e Portaria GM/MS 2.655/2012) – Institui incentivo financeiro de custeio destinado às Centrais de Regulação organizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Portaria SAS nº 55, de 24 de fevereiro de 1999[21] - Dispõe sobre a rotina do Tratamento Fora de Domicilio no Sistema Único de Saúde (SUS), com inclusão dos procedimentos específicos na tabela de procedimentos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SIA/SUS e dá outras providências.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm.
- ↑ Portaria 95, de 26 de janeiro de 2001. Disponível em : http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0095_26_01_2001.html.
- ↑ Portaria 373, de 27 de fevereiro de 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0373_27_02_2002.html
- ↑ Portaria 423, de 24 de junho de 2002. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2002/prt0423_24_06_2002.html
- ↑ Portaria 399, de 22 de fevereiro de 2006. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0399_22_02_2006.html
- ↑ Portaria 699, de 30 de março de 2006. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0699_30_03_2006.html
- ↑ Diretrizes para implantação de Complexos Reguladores. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/DiretrizesImplantComplexosReg2811.pdf
- ↑ Portaria 204, de 29 de janeiro de 2007. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2007/prt0204_29_01_2007_comp.html
- ↑ 9,0 9,1 Portaria 1.571, de 29 de junho de 2007. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2007/prt1571_29_06_2007.html
- ↑ 10,0 10,1 10,2 10,3 10,4 10,5 Portaria de Consolidação 2, de 3 de outubro de 2017. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html
- ↑ 11,0 11,1 Portaria 2.907, de 23 de novembro de 2009. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt2907_23_11_2009.html
- ↑ Portaria 4.279, 30 de dezembro de 2010. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4279_30_12_2010.html
- ↑ 13,0 13,1 13,2 Decreto 7.508, de 28 de junho de 2011. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm
- ↑ 14,0 14,1 14,2 14,3 Portaria de Consolidação nº 6, de 28 de setembro de 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0006_03_10_2017.html
- ↑ 15,0 15,1 15,2 Portaria 2.923, de 28 de novembro de 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2923_28_11_2013.html
- ↑ http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt3390_30_12_2013.html
- ↑ https://wiki.saude.gov.br/sia
- ↑ https://wiki.saude.gov.br/sih
- ↑ https://wiki.saude.gov.br/cnes
- ↑ https://aplicacoes.mds.gov.br/sagirmps/ferramentas/TemplateHTML/PDFs/Most/mostport.pdf
- ↑ 21,0 21,1 Portaria 55, de 24 de fevereiro de 199. Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/1999/prt0055_24_02_1999.html
- ↑ 22,0 22,1 Portaria de Consolidação 1, de 28 de setembro de 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.htm
- ↑ Portaria 28, de 8 de janeiro de 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt0028_08_01_2015.html
- ↑ Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0005_03_10_2017.html