Mudanças entre as edições de "Página principal"
(Informação sobre o ambiente em construção e o "Sobre a RNDS", retirado da apresentação do lançamento do Conecte SUS editada em 08/11/2019.) |
|||
| Linha 1: | Linha 1: | ||
| − | + | Bem vindo à wiki da Rede Nacional de Dados em Saúde - RNDS: este ambiente está em construção e tem como objetivo disponibilizar a documentação técnica e negocial da RNDS. | |
| − | + | === Sobre a RNDS === | |
| + | A RNDS é uma rede que tem como objetivo promover a troca de informações entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, permitindo a transição e continuidade do cuidado nos setores público e privado. | ||
| − | + | Ela integra o Conecte SUS, programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de Informática do SUS, com a missão de materializar a [http://www.saude.gov.br/acoes-e-programas/digisus Estratégia de Saúde Digital para o Brasil]. | |
| − | + | [[Arquivo:Conecte SUS e projetos.png|alt=Figura demonstrando o Programa Conecte SUS e seus dois projetos iniciais, a Rede Nacional de Dados em Saúde e a Informatização da Atenção Primária do SUS.|nenhum|miniaturadaimagem|400x400px|Programa Conecte SUS e seus dois projetos iniciais.]] | |
| − | + | A proposta irá mudar o modelo atual de troca informações nacionais, não apenas garantindo a interoperabilidade entre sistemas, mas também o reuso da informação e a existência de um local único padronizado para esta troca, que atualmente acontece em inúmeros locais e formatos, conforme pode ser visto na figura abaixo: | |
| − | + | ||
| − | + | [[Arquivo:Modelo de Troca de Informações pela RNDS.png|600x600px]] | |
| + | |||
| + | Outro aspecto relevante neste modelo é que, atualmente, os geradores de informações em saúde, essencialmente os profissionais de saúde, não consomem as informações geradas. Com a RNDS, os profissionais de saúde terão acesso às informações de saúde do paciente que estão atendendo, assim como o cidadão terá acesso a todas as suas informações que foram geradas. | ||
| + | |||
| + | Na estrutura definida, a RNDS é formada por "contêineres" virtuais, hospedados na nuvem e interligados numa estrutura federada; cada contêiner equivale a um estado do Brasil e possui toda a inteligência (serviços, sistemas, bancos de dados etc.) necessários para garantir o objetivo da Rede, e sua estrutura é flexível o bastante para permitir a entrada de outros contêineres. | ||
| + | |||
| + | Esta estrutura federada é suportada por uma rede Blockchain, conforme demonstrado na figura abaixo: | ||
| + | |||
| + | [[Arquivo:Estrutura Federada da RNDS.png|600x600px]] | ||
| + | [[Arquivo:Melhores Práticas da RNDS.png|alt=A figura mostra um desenho de quebra-cabeça com elementos de melhores práticas adotados pela RNDS. Nos blocos temos (1) Open Source - Componentes Agnósticos; (2) Mobile: Progressive Web Apps; (3) Cloud: escalável e multicloud; (4) CMD: modelos de informação; (5) CPF: identificação única do cidadão; (6) HL7 FHIR: troca de dados; (7) Blockchain: segurança e rastreabilidade; e (8) LGPD: consentimento e proteção de dados.|commoldura]] | ||
| + | Embora a rede Blockchain garanta a robustez necessária para se implementar uma proposta destas em nível nacional, lembrando que o país tem dimensões continentais e uma população de mais de 210 milhões de habitantes, não é ela a responsável por armazenar os dados dos pacientes, mas sim de garantir a segurança, confiabilidade e rastreabilidade desses dados, possibilitando localizar e trocar informações entre os diversos contêineres, quando necessário, de forma totalmente invisível para os usuários e implantadores. | ||
| + | |||
| + | A RNDS utiliza as melhores práticas adotadas no mundo, além da própria rede Blockchain, como componentes em código livre (Open Source), para garantir que sejam agnósticos e possam ser implementados em qualquer estrutura; os modelos de informação utilizados partem do [https://wiki.saude.gov.br/cmd Conjunto Mínimo de Dados] como modelo canônico mínimo, mas permitindo complementar este modelo de forma a compor outros mais elaborados, como o Sumário de Alta, gerado na internação, ou o Registro de Atendimento Clínico, gerado num atendimento ambulatorial, para que Sistemas de Informação em Saúde em diferentes níveis de maturidade consigam se integrar; utiliza o CPF como identificação única do cidadão; o padrão de troca de informações é o [https://www.hl7.org/fhir/ HL7 FHIR], aberto e amplamente adotado pelo governo de diversos outros países, dentre outros. | ||
| + | |||
| + | Como toda a estrutura é preparada para a nuvem, o ambiente é altamente escalável, de forma a garantir altíssima disponibilidade, e por utilizar componentes agnósticos, como dito acima, permite implementar em qualquer nuvem ou até mesmo em mais de uma nuvem. | ||
| + | |||
| + | Todo o sigilo das informações é assegurado pela adoção de métodos de consentimento e proteção de dados aderentes à [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD]. | ||
| + | |||
| + | Como já dito, sua arquitetura é bastante flexível, robusta e tem capacidade de expansão, permitindo inúmeros outros usos futuros. | ||
| + | |||
| + | O projeto tem a promessa de reposicionar o Brasil diante do mundo em relação ao melhor uso da Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC '''para produzir e disponibilizar informações confiáveis em saúde para quem precisa no momento que precisa''', assim como fomentar pesquisa e desenvolvimento, acelerando o mercado de TIC em Saúde. Seus componentes já disponíveis e os planejados podem ser vistos na imagem abaixo: | ||
| + | |||
| + | [[Arquivo:Componentes da RNDS Disponíveis e Planejados.png]] | ||
Edição das 19h02min de 19 de novembro de 2019
Bem vindo à wiki da Rede Nacional de Dados em Saúde - RNDS: este ambiente está em construção e tem como objetivo disponibilizar a documentação técnica e negocial da RNDS.
Sobre a RNDS
A RNDS é uma rede que tem como objetivo promover a troca de informações entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, permitindo a transição e continuidade do cuidado nos setores público e privado.
Ela integra o Conecte SUS, programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de Informática do SUS, com a missão de materializar a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil.
A proposta irá mudar o modelo atual de troca informações nacionais, não apenas garantindo a interoperabilidade entre sistemas, mas também o reuso da informação e a existência de um local único padronizado para esta troca, que atualmente acontece em inúmeros locais e formatos, conforme pode ser visto na figura abaixo:
Outro aspecto relevante neste modelo é que, atualmente, os geradores de informações em saúde, essencialmente os profissionais de saúde, não consomem as informações geradas. Com a RNDS, os profissionais de saúde terão acesso às informações de saúde do paciente que estão atendendo, assim como o cidadão terá acesso a todas as suas informações que foram geradas.
Na estrutura definida, a RNDS é formada por "contêineres" virtuais, hospedados na nuvem e interligados numa estrutura federada; cada contêiner equivale a um estado do Brasil e possui toda a inteligência (serviços, sistemas, bancos de dados etc.) necessários para garantir o objetivo da Rede, e sua estrutura é flexível o bastante para permitir a entrada de outros contêineres.
Esta estrutura federada é suportada por uma rede Blockchain, conforme demonstrado na figura abaixo:
Embora a rede Blockchain garanta a robustez necessária para se implementar uma proposta destas em nível nacional, lembrando que o país tem dimensões continentais e uma população de mais de 210 milhões de habitantes, não é ela a responsável por armazenar os dados dos pacientes, mas sim de garantir a segurança, confiabilidade e rastreabilidade desses dados, possibilitando localizar e trocar informações entre os diversos contêineres, quando necessário, de forma totalmente invisível para os usuários e implantadores.
A RNDS utiliza as melhores práticas adotadas no mundo, além da própria rede Blockchain, como componentes em código livre (Open Source), para garantir que sejam agnósticos e possam ser implementados em qualquer estrutura; os modelos de informação utilizados partem do Conjunto Mínimo de Dados como modelo canônico mínimo, mas permitindo complementar este modelo de forma a compor outros mais elaborados, como o Sumário de Alta, gerado na internação, ou o Registro de Atendimento Clínico, gerado num atendimento ambulatorial, para que Sistemas de Informação em Saúde em diferentes níveis de maturidade consigam se integrar; utiliza o CPF como identificação única do cidadão; o padrão de troca de informações é o HL7 FHIR, aberto e amplamente adotado pelo governo de diversos outros países, dentre outros.
Como toda a estrutura é preparada para a nuvem, o ambiente é altamente escalável, de forma a garantir altíssima disponibilidade, e por utilizar componentes agnósticos, como dito acima, permite implementar em qualquer nuvem ou até mesmo em mais de uma nuvem.
Todo o sigilo das informações é assegurado pela adoção de métodos de consentimento e proteção de dados aderentes à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD.
Como já dito, sua arquitetura é bastante flexível, robusta e tem capacidade de expansão, permitindo inúmeros outros usos futuros.
O projeto tem a promessa de reposicionar o Brasil diante do mundo em relação ao melhor uso da Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC para produzir e disponibilizar informações confiáveis em saúde para quem precisa no momento que precisa, assim como fomentar pesquisa e desenvolvimento, acelerando o mercado de TIC em Saúde. Seus componentes já disponíveis e os planejados podem ser vistos na imagem abaixo:

